A criação deste novo conceito, explica, surge no seguimento da “queda” do setor da construção. Tendo em consideração as necessidades do mercado, “procedemos a uma pequena investigação, tentando encontrar algo que fosse transversal a várias atividades económicas e servisse a nossa empresa”.
O produto já se encontra patenteado em vários países e para Osvaldo Agostinho é motivo de “satisfação e orgulho ter feito parte da criação deste produto genuinamente português”.
Justificando a transversalidade do MuralBox, o empresário começou por focar o setor agrícola, exemplificando que este sistema é uma excelente solução para “preparar os terrenos de forma a conseguir um melhor aproveitamento das máquinas agrícolas”.
Sobre as mais valias, Osvaldo Agostinho destaca, em primeiro lugar, as questões ambientais, salientando que ao contrário do que acontece na construção de um muro convencional, com o MuralBox “não necessitamos de usar determinados produtos no local da obra, como é o caso dos óleos descofrantes”, além de permitir, por exemplo, “a colocação de detritos de construção não poluentes no interior dos blocos”.
Neste capítulo, Osvaldo Agostinho sublinha que o “principal concorrente deste sistema são os blocos de pedra mas da forma como estão a ser extraídos, qualquer dia ficamos sem serras”.
A questão económica é outra mais valia, nomeadamente ao nível dos custos da mão de obra, visto que “a aplicação dos blocos é feita por máquinas e por apenas duas pessoas”.
Quanto à sua aplicação, as caixas de betão – construídas individualmente e com a dimensão adequada ao que se pretende – “são colocadas, em termos de verticalidade, em fiada cruzada, sendo este um dos pormenores da sustentação dos blocos”.
“Os blocos podem ir de 50 cm de comprimento por 25 cm de altura até aos três metros de comprimento por dois de altura, dependendo do que o cliente pretenda”, sublinhou o empresário.
Sobre a utilização do sistema MuralBox na construção de edificado, Osvaldo Agostinho, sublinha que a sua utilização tem como mais valia o facto dos blocos permitirem a colocação de terra no seu interior.
“A terra é um elemento excelente em termos térmicos e acústicos, não sendo por isso necessário pagar, à parte, isolamentos estanques, que acabam por encarecer a obra”, acrescentou.
Como salienta o empresário, os blocos podem igualmente ser utilizados como divisórias em estradas e autoestradas. “Como terra no seu interior, existe ainda a possibilidade de lá colocarmos vegetação, que é também um excelente elemento para a contenção do ruído nas autoestradas”, sublinhou.
A empresa já tem várias encomendas em carteira e uma das mais recentes destinou-se à construção de muro de contenção de terras, no concelho de Torres Vedras, com 45 metros de comprimento por três de altura.
Salientando a rapidez de execução, Osvaldo Agostinho frisou que “a partir do momento em que as peças estão no local um muro desta dimensão pode ser feito num dia e fica de imediatamente operacional”,
Sobre a recetividade que o MuralBox tem tido, o empresário refere que “nas feiras e reuniões onde tenho participado, as pessoas têm ficado surpreendias com o produto e vêm-no como uma mais valia”.
“Por parte das pessoas com quem já conseguimos falar, há muita vontade em utilizar este produto”, acrescentou.
Uma das ações de divulgação aconteceu recentemente no 31.º Festival do Vinho Português e na 21.ª Feira Nacional da Pera Rocha.
De momento a prioridade passa pelo mercado nacional mas “mais tarde pretendemos fomentar a internacionalização do MuralBox, porque hoje em dia uma empresa não consegue evoluir se estiver apenas limitada ao seu espaço”, concluiu.




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