“A modernização da linha do Oeste implica duas coisas, a sua eletrificação e a melhoria do material circulante, o que são boas notícias, mas não resolve o problema determinante da linha, a sua ‘amarração’ a Lisboa”, considerou Carlos Miguel à agência Lusa.
O também presidente da Câmara de Torres Vedras explicou que “a linha, quando chega à Malveira, em vez de infletir para a zona de Lisboa, inflete para o lado de Cascais, por isso vai encontrar-se com esta linha no Cacém”.
“Enquanto não se estudar um canal para que a linha a partir da Malveira comece a dirigir-se a Lisboa, ‘amarrando-se’ à linha do Norte ou mesmo à estação do Oriente, a linha do Oeste nunca será competitiva, nem atrativa”, defendeu.
A este propósito, referiu que Torres Vedras “tem, entre as 07:00 e as 10:00, oferta diária de autocarros de sete em sete minutos para Lisboa”, onde demoram a chegar 35 minutos.
“Para esse período horário, temos dois comboios que demoram rigorosamente o dobro”, notou, reconhecendo que, com a eletrificação, poupa-se apenas 10 minutos na viagem, o que “nunca será uma oferta atrativa para o passageiro”.
Carlos Miguel insistiu que só “há uma solução”, o estudo de “um espaço canal da amarração da linha a Lisboa, servindo inclusivamente Loures que não tem ferrovia”, mas o pedido “não teve anuência do Governo”.
“Temos consciência de que o país não tem condições atuais para uma empreitada destas, mas o que pedimos é um estudo para, quando haver possibilidades, avançar”, declarou, convicto que sem esta opção a linha do Oeste nunca será competitiva.
Por outro lado, o presidente da associação empresarial de Leiria – Nerlei, Jorge Santos, manifestou o desejo de que a modernização seja alargada até à Figueira da Foz.
“Para a Nerlei, sempre foi um anseio a modernização da linha do Oeste para estar ao serviço das pessoas e das empresas”, afirmou Jorge Santos, salientando que é necessário trabalhar “para depois concretizar os investimentos” desses projetos.




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