Mini casas construídas em Alvorninha

Francisco Gomes

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Quem esteja interessado num estilo de vida ecológico de baixo custo encontra nas mini casas uma solução. São facilmente transportadas de um local para outro e assemelham-se a cabanas e podem ser tão luxuosas ou simples à medida do habitante.
Yurt ou tenda da Mongólia

João Neves tem 48 anos e foi empregado bancário. Há cinco anos resolveu mudar de vida. Na Moita de Alvorninha, nas Caldas da Rainha, começou a construir, em madeira e lã de ovelha, pequenas habitações. “No fundo são casas que se podem habitar, tendo a madeira como base de construção e a lã de ovelha como isolamento porque absorve e também liberta muito facilmente a humidade, daí que torne o conceito confortável e saudável”, descreve. Uma sanita seca serve para as necessidades fisiológicas. “Em vez de utilizarmos água para as necessidades, pomos serradura por cima, que decompõe muito rapidamente e tem um efeito de isolamento muito grande, não cheirando mal, podendo ser utilizado depois como fertilizante no jardim”, aponta. Para tomar banho há várias soluções no mercado. Estas não são habitações fixas, seguindo o lema de que as pessoas “podem andar com a mini casa às costas”, e por isso não precisam de licenciamento. “Uma vez que são amovíveis, as pessoas deslocam-nas de um lado para o outro. O meu logotipo é baseado num pequeno caracol, que também leva sempre a sua ‘casa’ atrás”, conta. Não há mini casas iguais e todas têm os seus próprios pormenores ao gosto do cliente. Os portugueses já aderiram. “Estava convencidíssimo que a maior parte dos clientes ia ser estrangeira. Também a faixa etária surpreendeu-me. O meu primeiro cliente foi uma senhora de 72 anos”, confessa. Uma mini casa pode custar entre 4 a 7 mil euros, consoante a área que ocupa e a qualidade dos materiais. Três das mini casas construídas por João Neves fazem parte de um parque de campismo no Louriçal, Pombal. Francisco Gomes

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