“A partir de hoje serei o presidente de todos e estarei disponível para ouvir todos, independentemente da sua natureza social e económica, sob o desígnio de um concelho cada vez melhor”, disse Humberto Marques perante uma audiência de cerca de 200 pessoas que assistiam à tomada de posse do novo presidente.
A mesma assistência escutou o autarca a mostrar abertura para ouvir e trabalhar com os eleitos dos outros partidos. “A partir deste momento importa enterrar as bandeiras partidárias e elevar bem alto a bandeira do nosso concelho. Só assim poderemos aproveitar as oportunidades para o crescimento económico, criação de emprego, coesão social e qualidade de vida”, apontou o autarca, acrescentando que a “oposição não pode ter uma postura de quanto pior para o concelho melhor!”. “Não quero a crítica pela crítica. Espero propostas e irei aceitá-las desde que demonstrem como implementá-las e como financiá-las”, sublinhou, referindo que “estas propostas serão escrutinadas regularmente”.
Na senda da criação da riqueza, é para Humberto Marques uma grande prioridade a educação, salientando a necessidade de terem “arrojo e inovação” para construírem “a Escola Municipal de Óbidos a partir de um projeto educativo com uma identidade própria da nossa realidade sob o desígnio “uma nova geração mais habilitada a enfrentar com maior preparação os ciclos económicos mais curtos e mutáveis”.
Como prometeu na campanha eleitoral, pretende “aprofundar as delegações de competências nas Juntas de Freguesia”, com a convicção de que “estas autarquias mais próximas das pessoas devem ter mais condições para responder aos anseios e problemas das populações”.
Para o autarca, a economia de Óbidos deve ascender a uma estratégia quadrangular entre os setores da agricultura, turismo, indústria e tecnologia a partir da interação participativa, dinâmica e inovadora, “pois só assim serão possíveis efeitos de contaminação entre estes setores e, com a rede de universidades presentes no nosso parque tecnológico, será possível fazer investigação aplicada, fundamental para o desenvolvimento de novos processos e produtos capazes de se diferenciarem, e criar riqueza”.
A agricultura é segundo, Humberto Marques, um dos setores económicos mais importantes do concelho e pretende “através da articulação entre os setores da restauração, hotelaria e agricultura estabelecermos proximidade entre a produção e o consumo”.
O autarca também prometeu atividades que potenciem a criatividade, uma agenda cultural intensa, diferentes modalidades desportivas e acima de tudo um executivo municipal virado para as pessoas, solidário e humano.
Telmo Faria, o edil que presidiu à câmara nos últimos 12 anos, selou com um abraço a passagem de testemunho ao seu ex-vice-presidente. Fez um balanço muito positivo do seu trabalho autárquico, sublinhando que fez” mais do que alguma vez esperava”. Recordou que a primeira vez que foi eleito também ganhou por uma margem escassa mas com a sua energia e humildade conseguiu “criar um concelho melhor, com mais oportunidades para os empresários e população de Óbidos”.
O autarca sublinhou que Óbidos deu um “salto foi tremendo” e recordou que foi “muito feliz como presidente da Câmara de Óbidos”.
Consciente de que vai ter uma vida diferente, mais dedicada à família, garante que “Humberto Marques é a pessoa ideal para enfrentar os desafios de um país desnorteado”, lembrando que vai continuar a lutar pelo crescimento do concelho agora como presidente da Assembleia Municipal de Óbidos, acrescentando que quer uma assembleia “de pluralismo político”.
Apelo a mudanças na Assembleia Municipal de Óbidos
O deputado municipal do PS, José Machado pediu que na Assembleia Municipal de Óbidos deveriam ocorrer várias mudanças face ao que aconteceu nos últimos anos, “não se repetindo a utilização de termos inadequados e ofensivos que ultrapassaram as regras elementares da boa educação e da conduta política”. Segundo o deputado, “o nosso grupo quer contribuir para que na casa nobre da democracia municipal, se façam os debates sobre os problemas e o desenvolvimento do concelho, com elevação, suscitando a colaboração de todos, para se encontrarem as melhores soluções”.
Para José Machado, a Assembleia Municipal deve estar mais próxima dos cidadãos para melhor servir a população do concelho. Para isso sugere que o período de intervenção do público “deveria passar para o início das sessões de trabalho, dando voz aos munícipes que queiram intervir, ao invés do que tem acontecido, no final, inviabilizando na prática a participação”. Deseja ainda que as sessões deixar de terminar de madrugada, marcando-se, se necessário, uma nova reunião, sugerindo em alternativa que poderiam ser durante o dia de sábado.
A deputada Municipal do PCP, Sílvia Correia, disse que o resultado das eleições autárquicas, onde o PSD perdeu mais de 4300 votos em relação a 2009, deve-se à “gestão do PSD que cada vez menos engana a população deste concelho, porque os projetos megalómanos e fantasiosos acabam por nunca se concretizar, ao mesmo tempo que o desenvolvimento económico, social e cultural é uma miragem”.
Lembrou que o PCP, coligado na CDU, com o Partido Ecologista “Os Verdes”, reforçou a sua votação e o número de mandatos, designadamente naAssembleia Municipal.
A deputada garantiu assim “uma voz” ativa na Assembleia Municipal e uma “intervenção digna” com o objetivo de “dar voz ao povo”.








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