José Machado desafia Telmo Faria para debate

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No comício realizado nas Gaeiras, no passado dia 15, Telmo Faria acusou José Machado de ter “criado obstáculos à Câmara”. José Machado contesta as acusações de Telmo Faria e renova o desafio que já tinha feito na sessão de Câmara de 4 de setembro, para um debate público onde se esclareça quem prejudicou o município de Óbidos. O vereador eleito pelo PS diz que o motivo de Telmo Faria lhe fazer esta acusação de criar obstáculos à Câmara será “devido a ter votado contra a contratação, sem concurso público, de pareceres jurídicos no valor de 40.000,00 €, por 3 anos, com o escritório de advogados do dr. Morais Sarmento, quando para este serviço o Município continua a pagar, mensalmente, milhares de euros ao escritório do Dr. VillaLobos”. José Machado considera “um desperdício evitável a Câmara estar a pagar uma renda por 3 anos a um novo escritório de advogados”. Acrescenta que “não está em causa a pessoa do atual mandatário político da candidatura do PSD de Óbidos, que é uma pessoa estimável e um bom advogado, mas não se compreende a multiplicação de despesa com serviços jurídicos, quando a Câmara já tem contrato com outros advogados, para além dos funcionários municipais que são juristas”.

Estranha José Machado que, no mesmo comício, Telmo Faria e Humberto Marques tenham acusado Bernardo Rodrigues de não ter conhecimento dos dossiês, “quando estes líderes do PSD de Óbidos é que revelam ignorância, porque vêm fazendo repetidas afirmações públicas onde apresentam números muito errados quanto à situação financeira registada na contabilidade municipal”.

“Usam e abusam de enorme empolamento do valor que a Câmara investiu na construção das escolas; aí o valor investido pelos cofres do município, depois das compartições da União Europeia e do Estado Português está a ser empolado mais de seis vezes, nesta campanha eleitoral. A dívida da Câmara relativa às obras nas escolas, que só começará a ser paga no próximo mandato, por o empréstimo ter carência de capital de cinco anos, é inferior a três milhões de euros e poderia ser muito menor se não tivessem sido encomendados trabalhos a mais de coisas que nunca funcionaram nas novas escolas, como os sistemas de ventilação mecânica”, manifesta José Machado.

“Também não corresponde à verdade que o município tenha onze milhões de euros a receber de dívidas. Esse valor incluía as taxas que o empreendimento turístico Falésia d’El-Rei está a pagar à razão de cerca de dez mil por dia, mas a maioria desse dinheiro já foi recebido pela Câmara e gasto em despesas correntes. Um exemplo dessas despesas correntes é a contratação, sem concurso, de mais um escritório de advogados”, sublinha.

O autarca do PS denuncia que “munícipes, ao reclamarem o atraso na execução de trabalhos, depois de terem pago as devidas taxas de ligação de redes de água e esgoto, receberam a explicação de que existe dificuldade do município em comprar cimento. Também há viaturas da Câmara que têm tido atrasos na ida à inspeção, o que já levou a não poderem circular para prestarem serviços”.

José Machado aponta que o “endividamento de médio e longo prazo do município de Óbidos cresceu, nos últimos seis anos. Era de 2,4 milhões de euros, no final de 2007 e, agora, já ultrapassa os 11 milhões de euros”.

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