José Machado apresenta livro “Óbidos – Sucessos e Fracassos”

Francisco Gomes

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“Vários amigos lançaram-me o desafio de publicar um resumo da visão sobre o município de Óbidos, a partir das intervenções, com muitos alertas, que fiz na Câmara, nos jornais e na rádio, ao longo dos dois mandatos em que fui vereador”, explicou José Machado, na sessão de apresentação do seu livro “Óbidos - Sucessos e Fracassos”, realizada no passado sábado.
Sessão no Museu Municipal de Óbidos (foto Pedro Monteiro)

Nesta publicação indica um conjunto de potencialidades, debilidades, riscos e oportunidades, a ponderar no futuro, para se enfrentarem os principais desafios do município para os próximos anos, independentemente de quem ganhar as eleições, adianta o vereador.

“A ação do município tem sucessos e fracassos. Os sucessos foram amplamente divulgados, tendo a maioria política (PSD) que lidera a Câmara Municipal de Óbidos há quase doze anos, mostrado nisso bastante eficácia. Como consequência, o nome e a imagem de Óbidos foram reforçados, sobretudo através duma ação muito persistente na comunicação social local e nacional. Contudo, não devemos apenas olhar os sucessos (e alguns deles foram empolados na comunicação social, não sendo sustentáveis, numa ótica de longo prazo). Para evoluirmos e corrigirmos os erros, devemos ter consciência dos nossos fracassos”, refere José Machado.

O livro tem cerca de 200 páginas e inclui uma reportagem fotográfica de Carlos Ribeiro. Foi apresentado pelo advogado João Gama Lourenço, no Museu Municipal de Óbidos, onde estiveram mais de 150 pessoas (incluindo três dos quatro candidatos a presidente de Câmara).

Salientou José Machado que este livro não é contra alguém, mas “a favor de Óbidos e do concelho”. Disse que as críticas que estão neste livro “são com elevação, tendo usado um estilo muito diferente do que era a prática dos principais personagens da actual maioria política quando estavam, há doze anos, na oposição”.

Neste livro, salienta como principais sucessos várias iniciativas, tais como a Semana Santa e o Mercado Medieval, receitas extraordinárias de muitos milhões de euros (de taxas de empreendimentos turísticos) e o reforço da marca Óbidos.

Aponta como principais fracassos “o aumento do desemprego e o envelhecimento da população, a não conclusão da revisão geral do PDM, em curso há mais de doze anos, a falta de manutenção do património edificado e de outras iniciativas, a poluição no Rio Arnóia, a falta de justificação para muitas promessas não cumpridas, as empresas municipais terem consumido milhões de euros em subsídios da Câmara, ao longo dos últimos anos, e a dívida municipal de médio e longo prazo ter aumentado mais de quatro vezes nos últimos seis anos”. “Era de 2, 4 milhões de euros em Dezembro de 2007 e agora já ultrapassou os 11 milhões de euros”, indica.

Como conclusões destaca “a necessidade de outra atitude na gestão municipal, necessidade de novas prioridades na seleção dos apoios da União Europeia, a burocracia camarária devia deixar de dificultar investimentos, não se deve prever apenas o custo da obra inicial (que tem sido muitas vezes paga pela União Europeia com elevada comparticipação), mas também os custos de funcionamento e manutenção ao longo da prevista vida útil do equipamento, todos os dinheiros públicos deviam ser bem geridos, sem despesismo, todas as pessoas, particulares ou empresas, deviam ter tratamento igualitário, em situações idênticas, designadamente em prazos de resposta e critérios de decisão”.

José Machado agradeceu publicamente ao deputado municipal da CDU, Custódio Santos, que estava presente, a intervenção que fez, na véspera, na Assembleia Municipal de Óbidos, defendendo que este vereador deveria ser louvado publicamente pelo seu desempenho autárquico de oito anos.

“Uma das acusações políticas que me foi várias vezes feita, pela atual maioria PSD de Óbidos, é de defender alguns pontos de vista coincidentes com o dr. Fernando Costa, presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, sobretudo quanto à conveniência da redução de taxas e impostos. O dr. Fernando Costa é uma pessoa que, desde há muitos anos, me tem tratado com grande correção, a que tenho correspondido. Não tenho qualquer dificuldade em ter opiniões coincidentes com outra pessoa, seja ela politicamente à direita ou à esquerda, desde que isso se me afigure justo e adequado. E, do facto de concordar com uma ou mais posições de outra pessoa, não se poderá inferir que concordarei ou não com as suas outras opiniões”, pode ler-se na obra.

Francisco Gomes

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