Sem pôr em causa a convergência dos Municípios de Caldas e Óbidos na resolução deste problema, alertou que “a estratégia mais adequada para travar a erosão da margem da lagoa, não deve ser aquela que o executivo municipal do PSD em dada altura adotou e que acabou por atolar ainda mais com areia a Lagoa de Óbidos (com a quantidade imensa de sacas de areia que para lá mandou colocar)” e acrescentou: “Foi um bom negócio para quem fez o trabalho a mando da Câmara, mas não resolveu o problema, só o agravou”.
Relativamente ao ponto de vista turístico, Pinto Machado distinguiu três situações: “Por um lado, a utilização das margens da lagoa na época balnear, nomeadamente junto ao “Bom Sucesso”, muito apreciada por veraneantes na sua maioria casais e famílias com crianças pequenas (que brincam nas “pocinhas” que formam na maré baixa), bem como do lado das Caldas”; A requalificação e conclusão do circuito pedonal em volta da lagoa para passeios a pé e para a observação de aves; Por outro lado a prática de desportos náuticos na Lagoa que na minha opinião devem ser desportos não poluentes, tais como o remo, a canoagem, a vela, o windsurf e o paddlying, proibindo o acesso a veículos a motor, como barcos de recreio e motas de água que poluem a lagoa e tornam-se um perigo para quem “vai a banhos” na época balnear”.
“Estarei sempre do lado da preservação das questões ambientais e da proteção das famílias de mariscadores que há várias gerações tiram o seu sustento da lagoa e estarei contra os “lobbys” que se estão a formar e que visam única e exclusivamente destruir a Lagoa com a prática de desportos náuticos poluentes e que atentam ambientalmente contra o ecossistema”, sublinhou.



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