Mas um de nós – o mais desprotegido de todos os seres seja pela sua pequenez, seja pela sua incapacidade de pedir ajuda ou de mostrar as suas necessidades – é muitas vezes negligenciado. Falo daquele ser humano que existe desde o momento da união do óvulo com o espermatozoide e que a ciência afirma existir: o Embrião, o nome que a ciência dá ao bebé na barriga da mãe nos primeiros dias de vida. Desde esse momento maravilhoso temos um ser humano, um de nós, que, totalmente dependente da sua mãe, cresce e se desenvolve até estar pronto para enfrentar a vida cá fora..
Eu nasci, tu nasceste, mas quantos não chegaram a desenvolver-se como deveriam e seria desejável…? Tantos que são gerados em laboratório e depois usados como material de investigação, sendo rejeitados quando já não são necessários. Tantos que por decisão dos próprios pais são eliminados porque não vêm em boa altura ou porque não eram “perfeitos”. O mais chocante é que tudo isto que, parece desumano, é algo legislado e permitido por aqueles que têm o dever de proteger os seus cidadãos e contribuir para o bem comum.
Será o embrião menos cidadão que todos os outros? Não. Esta é a resposta que várias associações europeias pró-vida dão e, por isso, não abdicam de lutar pelos direitos daqueles que são os mais desprotegidos, pois não são vistos como o que são: pessoa humana com dignidade.
Assim, ao ser permitido as iniciativas de cidadãos europeus, criou-se a Petição Europeia “Um de nós”. Os seus promotores querem fazer com que a Comissão Europeia discuta a dignidade do embrião e querem desafiar a mesma a recomendar aos países membros da União Europeia a ter leis que não permitam a destruição de embriões, nem financiem programas em países em vias de desenvolvimento que promovam o aborto.
Como qualquer iniciativa de cidadãos europeus são exigidas um milhão de assinaturas a recolher nos 27 estados membros da União Europeia. A Portugal é pedido um mínimo de 16500 assinaturas para defender o embrião.
Será que neste desafio mostraremos a mesma sensibilidade que sempre tivemos perante os mais desprotegidos?
Teresa Correia



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