“Abaixo a tirania do 36”

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Não sei quem convencionou que o número adequado para uma mulher elegante é o 36, tudo o que for além desta margem, está fora de moda, é um crime e implica recorrer a todos os meios e mais algum para caber dentro daquele mágico tamanho… Já se ouviu dizer que gordura é formosura, mas agora o que está na moda é a “posta de osso”, o mais artificial possível, quero crer que é por uma questão económica - os tecidos estão caros e assim gasta-se menos… A prova de que esta tese faz sentido é que, com muita frequência, as senhoras recorrem aos tamanhos mais pequenos, ainda que com prejuízo da sua estética, pois um número maior adelgaça e um menor dá realce ao adiposo e às preguinhas que se foram acumulando, resultado de coisas boas que se saborearam ao longo da vida… Mas porque é que uma mulher elegante não pode usar uma blusinha de tecido, fresco, colorido e tem de se meter dentro duma licra quente, esticadinha, a rebentar por todas as costuras? Conheço senhoras que só usam acima do XXL, é assim a sua beleza, o seu organismo a sua forma feliz de ser e de existir. Todavia parecem super elegantes, arrumam-se dentro daqueles trapinhos, ficam um espanto e fazem inveja a muitas fãs do XXS.

Não ponho em causa a existência de problemas de saúde, aí há que ter em conta os conselhos do clínico para não agravar situações, todavia serão sempre casos particulares.

Nunca como agora a mulher teve ao seu dispor tanta variedade de tons, feitios e enfeites. O mundo feminino é uma perfeita loucura, faz magia e sempre se encontra algo que favoreça mais, não precisa de ser caro, nem de marca, basta só que a elegância, o bom gosto e o saber vestir tapando ou disfarçando, pautem a exigência da escolha.

Contribuamos todos (homens incluídos) para que as mulheres sejam mais estilosas e mais elegantes, realçando, através do arranjo pessoal, a beleza de cada uma, o seu caráter e, sobretudo, o seu valor enquanto pessoa.

Fomentemos uma escolha inteligente do guarda-roupa, dos acessórios, da maquilhagem, em função do biótipo, das circunstâncias de lugar e de tempo de cada uma, do orçamento adequado, dos valores que defende e da imagem que pretende transmitir de si mesma.

Não nos enganemos, nem soframos com a nossa aparência démodé, procuremos revistas para pessoas normais, felizes e iguais a si próprias, não imitemos ninguém, cada um cuide a sua educação do bom gosto na sobriedade e na simplicidade, e não esqueçamos aquele ditado tão popular: “ Diz-me como vestes, dir-te-ei como pensas”, é que “à Mulher de César não basta sê-lo, há também que parecê-lo”.

Cara leitora, (ao leitor limito-me a aconselhar compreensão e a ser generoso com o cartão de crédito!) aproveite este tempo que nos espera, renove o seu guarda-roupa, sinta-se elegantemente bela e confortável dentro dos tamanhos adequados e, sobretudo, tenha umas excelentes férias, se possível modelo XXL.

Maria Susana Mexia

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