Vereador propôe aluguer de casas da Câmara no centro histórico de Óbidos

Francisco Gomes

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Para contrariar a desertificação do centro histórico de Óbidos que se vem agravando, o vereador José Machado, eleito na lista do PS, propôs na última sessão de câmara que o município arrende a famílias, sobretudo jovens, para habitação permanente, vários edifícios que são propriedade da Câmara Municipal e que estão devolutos desde há tempos.
A Casa da Porta da Vila está atualmente devoluta

O autarca indicou a Casa da Porta da Vila, atualmente devoluta, onde morou uma família e existiu uma barbearia. Foi comprada pela câmara, tendo no 1º andar sido a sede da ex-empresa municipal Óbidos Requalifica e no rés do chão uma agência do Banco Espírito Santo. Também um edifício com quatro apartamentos, requalificado pela câmara no tempo da presidência de Pereira Júnior, na Rua Nova, atualmente devoluto, passando novamente para habitação permanente de famílias. Foi também indicada uma casa próximo dos Paços do Concelho, entre a rua Direita e a rua Josefa de Óbidos, que era habitação familiar e foi comprada pela câmara, estando atualmente devoluta.

Em resposta, o vereador Humberto Marques criticou “os atores políticos com responsabilidades em Óbidos, que num descrédito total se servem dos órgãos de comunicação social para divulgarem números errados dos moradores do centro histórico de Óbidos, ignorando o grande investimento de 2,5 milhões de euros que o Município fez para contrariar essa tendência e atrair moradores”. Sublinhou que a desertificação do centro histórico “não é exclusivo de Óbidos, sendo um problema a nível mundial”, considerando também que “alguma classe jornalística faz manipulação de informação, ignorando o rigor a que deve obedecer”.

Humberto Marques disse que os imóveis referidos pelo vereador José Machado “fazem parte de uma estratégia, quer seja de atração de jovens famílias para o centro histórico, quer seja de desenvolvimento tecnológico numa lógica de criação de riqueza e de postos de trabalho”.

José Machado insistiu que, ainda este ano, os edifícios que estão devolutos e são propriedade da Câmara voltem a ser habitações permanentes, tal como já o foram no passado, acrescentando que isso “teria um impacto muito superior aos três espaços criativos que estão em obras na Rua Nova da vila de Óbidos”.

Sugeriu ainda que a câmara alugue estas habitações a preços compatíveis com os rendimentos das famílias.

Francisco Gomes

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