Investigação para prolongar validade de maçã fatiada

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Investigadores do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) estão a estudar como as embalagens de maçã descascada e fatiada poderão manter-se mais tempo no mercado sem oxidar, uma solução que permitirá também aumentar os lucros da indústria.

Susana Silva, docente responsável pelo projeto na Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche, que faz parte do IPL, explicou à agência Lusa que “estão a ser testados polissacáridos de origem marinha, extraídos de algas, e substâncias ativas que permitem manter propriedades como a cor ou o aspeto”.

A solução está a ser estudada na maçã de Alcobaça, fruta vendida descascada e fatiada dentro de embalagens pela empresa Campotec, em Torres Vedras.

Jorge Soares, administrador da indústria alimentar do ramo hortofrutícola, explicou que a maçã fatiada tem um prazo de apenas 12 dias para ser consumida e, com esta solução tecnológica, “o objetivo é aumentar essa validade”.

A empresa pretende também combater a produção excedentária, visto que 10% acaba por não ser consumida devido aos apertados prazos de validade, e tirar mais-valias financeiras de um produto que está a ter elevada procura.

O projeto de investigação termina no final deste ano e conta com financiamento atribuído no âmbito do Proder (Programa de Desenvolvimento Rural).

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