O potencial de Timor-Leste para o Turismo

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O caldense Sérgio Mil-Homens está inserido numa organização não-governamental (ONG) formada por recém licenciados em Gestão, Economia e Engenharia, e relacionada com o Microcrédito, designada Católica-MOVE, criada na Universidade Católica Portuguesa, que se encontra em Timor-Leste com o objetivo de dar formação ao nível de gestão e plano de negócios a empreendedores locais de modo a criarem os seus próprios negócios e atribuir um microcrédito aos projetos com maior viabilidade económica. Periodicamente deixa-nos o relato da sua experiência:

O artigo desta semana do MOVE realçará o potencial não explorado de Timor-Leste para o turismo, que neste momento é muito pouco conhecido. As praias de Timor são praticamente desertas. Existem dois tipos de praias, as de fundo de coral (em que o mar não se mexe e são as adequadas para o mergulho e o snorkeling) e as de fundo de areia. Começando por Díli, a única praia não deserta é a da Areia Branca, e talvez por isso é a de pior qualidade. Em Díli temos também a praia do Cristo Rei, dos Portugueses e dos Coqueiros, a minha preferida com os coqueiros tombados para a areia, tornando-se o postal idílico de uma praia do Pacífico. Realçar que Timor-Leste é um destino de mergulho fantástico, pois a grande maioria dos locais não tiveram até agora qualquer alteração humana, o turismo é quase nulo e a pesca é muito artesanal, ao contrário de outros locais de eleição para o mergulho nesta zona, como Indonésia ou Tailândia, em que por exemplo se pesca á bomba, danificando/destruindo o coral e perdendo este a sua cor.

Mas não é só Díli, aliás Díli sendo a capital é o único sítio minimamente confuso do país, temos também Baucau com a sua pousada e praias fantásticas, talvez melhor que a Tailândia, pois são desertas. Temos Liquiçá e Maubara, duas localidades próximas a Oeste de Díli, esta última Maubara tem um forte português do século XVI, que foi transformado em pousada da Cooperação Portuguesa, e que tem a praia mesmo defronte.

Ao nível de praias, temos ainda toda a costa Sul (Viqueque, Same e Suai), essa então completamente inexplorada, mas que é menos recomendada a banhos, pois existe aí um descontrolo da população de crocodilos do mar, que são mortíferos.

Ao nível de montanhas, ou ‘trekking’, não fosse também Timor conhecido pelas suas montanhas, temos o Ramelau (zona de Maubisse – com pousada portuguesa), com 3000m, que era o teto do império Português. Temos o Monte Matebian, com 2350m, com nível de dificuldade de subida superior ao Ramelau, que era um dos principais locais de refúgio da resistência timorense no período indonésio. Entre outras mais, como as zonas do Monte Perdido (Ossu) e Ermera/ Gleno (região do café).

Por fim, deixa-se as joias da coroa do turismo timorense, que são as ilhas de Ataúro e de Jaco. Ataúro situa-se mesmo defronte de Díli, e é um dos melhores sítios do mundo para a prática do mergulho. Já a ilha de Jaco, é uma ilha paradisíaca mesmo na ponta leste de Timor. A água é completamente transparente. Literalmente.

Por isto, Timor-Leste é um país com elevado potencial para o turismo, especialmente para pessoas que queiram passar um ou dois meses completamente alheadas do mundo exterior. Mencionar que uma passagem aérea de ida e volta a partir de Lisboa baixou muito nos últimos anos, podendo-se com sorte obter á volta de 750 euros, com escalas em Singapura e Bali.

Sérgio Mil-Homens

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