As suas palavras não tiveram grande influência pois vemos que o costume de fumar cada vez se generalizou mais. Foi em meados do século XX que a «guerra» ao tabaco começou a ganhar terreno.
Após isso um pequeno fabricante de tabaco, reconheceu que fumar causa cancro nos pulmões, doenças de coração e enfisema – tudo situações graves. Muitos viram nestas afirmações uma razão para o fabricante justificar os maus resultados económicos que tinha tido a sua empresa.
As grandes tabaqueiras entraram em pânico, pois que foram revelados documentos que podiam incriminá-las; trataram então de criar um arquivo para guardar toda a documentação sobre os malefícios do tabaco para a saúde, a toxidade dos produtos incluídos nos cigarros, a dependência que o tabaco cria, pois também ele é uma droga, a publicidade aliciando menores, etc. O Estado é o primeiro a reclamar por causa dos gastos com a saúde pública afetada pelo tabaco e quer a proibição de nicotina no tabaco (o tal tabaco «light»).
Os inimigos do tabaco pretendiam recuperar os fundos gastos pelo Estado no tratamento dos fumadores e queriam que houvesse negociações, que foram aceites: as grandes tabaqueiras participavam com avultadas quantias para esses tratamentos e reformulavam a suas campanhas publicitárias. Pensavam assim reduzir o consumo do tabaco, sobretudo entre os jovens – trampolim para o consumo de drogas mais fortes, empregando o dinheiro em campanhas educativas e dissuasoras.
Parecia uma vitória. A publicidade foi proibida (no papel) nos recintos desportivos, na Internet, em filmes ou peças de teatro e na Televisão. Foi movida uma guerra às máquinas automáticas de venda de tabaco e os maços deviam ter escrito “Fumar pode matar” ou “Os cigarros causam cancro”. Mas logo os viciados inventaram: “Fumar pode matar (o vício!)”.
Surge então uma Lei que proíbe fumar em lugares fechados, nos locais de trabalho, e mais e mais. Quem não cumprir paga multas e de que valor!
E que vemos agora: os empregados dos estabelecimentos à porta a fumar interrompendo o trabalho. E o mesmo se passa na Assembleia da República, nas Repartições do Estado, enfim em todos os locais de trabalho. Um senhor entrevistado pela TV disse que nas interrupções de trabalho que faz agora, gasta por dia entre uma hora ou hora e meia! É caso para dizer – Viva o aumento da produtividade! Para que serve eliminar os feriados ou a meia hora de trabalho a mais? Será para compensar o tempo perdido com cigarrito?
Maria Fernanda Barroca



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