Miséria e fome no concelho das Caldas

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A miséria e a fome grassa por todo o País e as Caldas da Rainha não escapam a essa situação. São situações que, dia a dia, progridem, com o crescendo da crise. Há dias deparou-me uma situação que muito me sensibilizou. Vinha a sair do supermercado Lidl e surgiu-me uma senhora a pedir esmola. A sua carinha de fome não enganava ninguém. Perguntei-lhe a idade e disse-me ter 49 anos, quando aparentava ter perto de sessenta. Meti a mão ao bolso e dei-lhe uma quantia que considerei ser uma boa esmola. A senhora disse-me então que eu era uma pessoa boa e pediu-me mais qualquer coisa, para dar de comer a ela ao marido e aos filhos, nos próximos três dias, altura em que recebiam qualquer coisa do Fundo de Inserção Social. Acedi ao seu pedido e dela me despedi, bastante condoído com aquele drama humano.

Considero que no próximo Orçamento da Câmara tem que ser inscrita uma verba significativa para acorrer a este tipo de situações, mostrando a nossa edilidade um espírito de grande solidariedade, já que o Estado, com este Governo à frente, está-se com Passos Coelho, Vítor Gaspar e Companhia, nas tintas para estes dramas. Lutarei por essa inscrição de verba orçamental, com todas as forças e argumentos. Isto porque a nossa Câmara, liderada pelo PSD, também tem tido um comportamento revelador de grande insensibilidade humanitária.

O exemplo mais significativo deste desumano procedimento deu-se quando a Câmara despejou a Associação Volta a Casa da sua cantina de solidariedade social, através de argumentos descabidos e até mentirosos, do dr. Fernando Costa e da vereadora dra. Maria da Conceição (no fundamental), como tive ocasião de verificar.

Vou bater-me por estas duas questões com toda a força, porque por um lado considero que a situação, no País e nas Caldas, se complica dia a dia e por outro dói-me o coração e a alma se nada fizer.

O mais forte sinal de alarme é o nosso comércio tradicional a falir e a ameaçar cada vez mais falências, que acarretam, que a maioria dos pequenos e médios empresários, fiquem com uma mão atrás e outra à frente, sem nada que os sustente e, claro, que uma massa enorme de trabalhadores vá para o desemprego. Estarei atento ao evoluir da situação e peço, a todos os caldenses e não só, que o estejam, igualmente.

Fernando Rocha

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