Trata-se de uma iniciativa da AIRO – Associação Industrial do Oeste em conjunto com o IPL – Politécnico de Leiria, tendo diversos parceiros que em rede visam a regeneração do tecido empresarial e catapultar as atividades económicas neste território.
A conferência de lançamento do OA teve lugar no dia 29 de fevereiro em Peniche. O segundo colóquio foi mais um momento de partilha de ideias, missões e visões para “mudar o Oeste”, e torná-lo mais “competitivo”.
“É um projeto que tem uma visão na projeção da região Oeste e que pretende agarrar as empresas e isso é uma novidade em termos estratégicos”, disse António Salvador, vereador da Câmara Municipal da Nazaré, na sessão de abertura. Elogiando o sucesso do projeto, sublinhou que é prova de que “a união e a criação de redes de pessoas resulta na promoção de uma região que tem uma potencial enorme e que é assumida como um território de excelência”.
Hugo Oliveira, vereador da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, destacou a importância de trabalhar em “rede” para “aumentar a competitividade do Oeste”. Sublinhou ainda que o Ministério da Economia já reconheceu o trabalho do movimento OA, que está assente “em ações de inovação de promoção nacional e internacional”.
Almerindo Almeida, diretor da AIRO, fez um balanço positivo do projeto, revelando que o conceito é “fazer no território de forma diferente, ligando o conhecimento científico às empresas e organizações para promover a economia local”.
Daniel Pinto, diretor da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, também destacou a força da união em torno do projeto, frisando que é “uma partilha de ideias que nos vai conduzir à inovação”.
Para além da comunicação dos projetos a iniciativa contou com a intervenção de diferentes oradores convidados nas áreas de especialidade aos projetos. Américo Mateus, membro da equipa de Investigação da UNICOM/IADE, teve o papel de moderador, mostrando imagens de alguns workshops que realizaram.
João Pimentel, da direção dos serviços da qualidade da Direção Regional da Economia de Lisboa e Vale do Tejo, disse que uma das suas missões naquela conferência “é levar para dentro do ministério da economia a mensagem de que o OA é sinónimo de inovação e empreendedorismo”. Revelou ainda que estão a trabalhar com a AIRO num conjunto de iniciativas que pretendem realizar na região Oeste. Uma tem a ver com a área do licenciamento industrial, onde “vai surgir através desta força conjunta com a AIRO uma iniciativa de formação, informação apoio e assistência técnica na área da licenciatura industrial, que tem tido algumas dificuldades”, acrescentando que em julho vão realizar um encontro na região Oeste subordinado a um tema que é muito importante, que é a metodologia enquanto reguladora da qualidade, a produtividade das empresas e da defesa do consumidor.
No final deixou uma mensagem de confiança em relação ao futuro. “As dificuldades são muitas, mas acreditamos e estamos seguros de que a resposta passa muito por soluções como esta que hoje aqui estamos a trabalhar”, disse João Pimentel.
Empreendedorismo sustentável
Carlos Barbosa, do IADE, fez uma intervenção sobre o empreendedorismo sustentável. Para manter as estruturas empresariais em atividade o orador disse que “é necessário, obviamente, recorrer a metodologias inovadoras”. Apesar de se manterem ainda alguns hábitos de consumo pouco criteriosos, “acentua-se a tendência para o crescimento de nichos de mercado que obrigam as empresas em geral a implementar estratégias consentâneas”, referiu Carlos Barbosa, sustentando que “o sucesso de uma empresa passará pela implementação de práticas sustentáveis”.
Empreendedorismo social
O que é empreendedorismo social? Como criar um negócio que ajude pessoas mas se mantenha economicamente viável? O trabalho que já vai sendo feito pelos empreendedores sociais portugueses foi abordado na intervenção de Tito Damião Albernaz, criador e gestor de projetos de empreendedorismo social na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desde 2009.
Segundo este responsável, todos os projetos de empreendedorismo social devem ter missão social, modelos de negócios sustentáveis, operações eficientes, recursos racionais e gestão de stakeholders. Falou de alguns empreendedores sociais de sucesso como Charles Leadbeater, Rodrigo Baggio, Tiago Forjaz, Henrique Pinto, Bill Drayton, entre outros.



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