Dragagens na Lagoa estiveram paradas

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As dragagens na Lagoa de Óbidos estiveram paradas no passado fim de semana supostamente por falta de combustível, mas o Ministério do Ambiente diz que um tubo se partiu. Pela primeira vez desde que a empreitada começou, as dragas e máquinas estiveram paradas nos dias 10 e 11 de março, alegadamente por falta de gasóleo, […]
Dragagens na Lagoa estiveram paradas

As dragagens na Lagoa de Óbidos estiveram paradas no passado fim de semana supostamente por falta de combustível, mas o Ministério do Ambiente diz que um tubo se partiu. Pela primeira vez desde que a empreitada começou, as dragas e máquinas estiveram paradas nos dias 10 e 11 de março, alegadamente por falta de gasóleo, mas o Ministério refere que “houve um tubo de uma das dragas que se partiu na passada sexta-feira. A draga que trabalhava mais próximo da embocadura nesse dia não tinha condições de trabalhar face ao estado do mar”. De acordo com a mesma fonte, “havia um acordo com alguns trabalhadores que residem no Algarve, no sentido de, num momento mais oportuno, irem a casa para descanso, uma vez que têm trabalhado aos fins de semana. Assim, o empreiteiro decidiu não realizar trabalhos durante este fim de semana, tendo comunicado previamente ao dono da obra essa decisão. Neste momento, os trabalhos já voltaram ao normal”. Sobre a alegada falta de combustível ninguém a assume, uma vez que nos estaleiros os trabalhadores e técnicos recusaram-se a falar. Da empresa Irmãos Cavaco ninguém comentou, nem deixaram fazer qualquer pergunta, remetendo qualquer assunto relacionado com as dragagens da Lagoa para o Instituto de Água (INAG). Por sua vez no INAG disse que todo e qualquer assunto relacionado com as obras seria o ministério do ambiente e agricultura a responder. Certo é que na manhã de segunda feira os operários começaram a trabalhar mais tarde e de forma mais calma, sem efetuarem qualquer dragagem, permanecendo nas dragas a fazerem trabalhos de manutenção e posicionamento dos equipamentos. Alguns operários carregaram bidões e outros questionaram se havia combustível nas dragas e nos barcos. Pelo que foi percetível no terreno, através das comunicações que se ouviam, todas as dragas tinham gasóleo, encontrando-se apenas uma com a luz de reserva ligada. Supostamente estaria para chegar um carregamento de gasóleo na segunda ou terça, mas devido ao fecho desta edição não foi possível apurar a veracidade desse facto, assim como se a alegada falta de combustível esteja relacionada com a paragem dos trabalhos. Certo é que também está uma máquina giratória quase imersa na maré cheia no meio da lagoa porque tem o motor avariado há bastantes semanas. O motor dessa máquina estará para chegar durante esta semana. O Ministério sobre o combustível e sobre a avaria da máquina não disse nada, nem mesmo quando estarão concluídas as dragagens da Lagoa de Óbidos, que deveriam terminar no final deste mês, mas ao que parece terão sido prolongadas por mais um mês. Os trabalhos referem-se à fixação do canal de comunicação com o mar e à abertura de um canal para serem realizadas as trocas de água. Carlos Barroso

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