“Cook your story”, “birdwatching”, “dança”, “oficina de biscoitos”, são algumas das atividades criativas que vão fazer parte da rede de turismo de Óbidos com o objetivo de oferecer experiências novas aos turistas. “Óbidos Creative Breaks” (Pausas Criativas), é o nome do projeto que foi lançado no passado dia 25, numa parceria com hoteleiros e empresas criativas de Óbidos, que pretendem diferenciar a oferta e afirmar o concelho como um destino de turismo de experimentação. O processo passa por colocar criativos a trabalhar, em parceria, com a hotelaria e restauração, através de cursos, workshops ou seminários da sua área de saber. “Temos um conjunto muito bom de empresas do setor criativo, juntámo-las aos hoteleiros e gerámos esta ideia”, disse o presidente da Câmara de Óbidos, Telmo Faria, durante a apresentação do programa. “Hoje em dia não podemos vender só camas e comida, temos que envolver os turistas em experiências novas, que ajudarão a diferenciar o nosso produto turístico”, adiantou, o autarca. Os interessados em participar no projeto assinaram uma carta de compromisso, de maneira a que se potenciem as competências de cada um dos parceiros. Telmo Faria explicou que é necessário a existência de um veículo de gestão para coordenar o projeto e gerir o seu financiamento. “A existência da Associação de Turismo de Óbidos – ATO permite-nos não perder tempo com a criação de uma nova entidade e passarmos imediatamente à fase seguinte, a de operacionalização e profissionalização da sua gestão”, referiu o presidente da Câmara, que pretende recuperar a ATO. O projeto, em coordenação com a OBITEC – Associação Óbidos Ciência e Tecnologia, arrancará em força em maio, com o evento “maio Creativo”. Telmo Faria pretende fazer do programa um produto comercializável e rentável para todas as partes. O autarca afirmou que Óbidos Creative Breaks vem na altura certa, uma vez que o governo anunciou no passado dia 16 uma reorganização do setor do turismo, com a extinção do pólo de turismo da região. “Este projeto permitirá o posicionamento de Óbidos como um local de conhecimento e partilha”, afirmou Telmo Faria, acrescentando que vão “ter uma oferta de contemporaneidade, oferecendo os talentos que fomos atraindo nos últimos dois anos na praça da criatividade”. Óbidos Creative Breaks foi apresentado à margem do evento que decorreu no EPIC, edifício junto à Porta da Vila, onde foram publicamente apresentados os grandes projetos para 2012, nomeadamente as obras da escola Josefa d’Óbidos, dos edifícios centrais do Parque Tecnológico e a da Praça da Criatividade, à entrada da vila, num investimento total superior a 13 milhões de euros. O concurso público internacional para a obra na escola foi lançado em novembro e deverá arrancar ainda durante o primeiro semestre, para as obras estarem concluídas no ano letivo de 2013/2014. Orçada em cerca de seis milhões de euros, a obra tem já assegurada a comparticipação de 4 milhões de euros do QREN, 1,2 milhões de euros do Ministério da Educação, cabendo o restante à autarquia. O diretor do Agrupamento de Escolas Josefa d’Óbidos, Fernando Jorge disse que com a requalificação da escola há condições e capacidade para duplicar o número de alunos de quinhentos para mil. Além da requalificação dos edifícios existentes, a intervenção prevê a construção de mais espaços, permitindo à escola ficar com salas de aula específicas, auditórios, laboratórios, cozinhas novas e um conjunto de salas que visam preparar os alunos dos cursos tecnológicos. A proposta é constituída por um grande volume que inclui os quatro volumes existentes de 20×20 metros cada, com um pátio central de 31×31 metros. O projeto prevê um edifício o mais possível auto suficiente, sendo imperioso a produção de energia elétrica através de energia renovável. No rés do chão, este percurso e o pátio constituem o ponto de convergência de percursos e de atividades escolares – learning street – caracterizados pela existência de áreas destinadas a atividades sociais e de lazer, bem como a apoiar atividades extracurriculares, exibição de trabalhos/conteúdos didáticos, ao mesmo tempo que é permitido o acesso autónomo do exterior ao trabalho e estudo da comunidade educativa. Integrados na learning street prevê-se o núcleo de docentes, o núcleo de funcionários, o núcleo de receção, gestão/administração e atendimento geral com um espaço destinado a direção da escola, o espaço polivalente/anfiteatro, permitindo a realização de assembleias, bem como a sua utilização por alunos para efeitos de convívio, a loja do aluno, o espaço da alimentação, caracterizado pelo refeitório/bar/cozinha, o espaço para o laboratório gastronómico/cozinha experimental garantindo a sua polivalência, o núcleo de apoio a multideficiência, o núcleo destinado a formação de adultos e certificação de competências e o espaço de conhecimento e memória/galeria, para exposição de trabalhos de âmbito permanente e/ou temporário. No piso superior localiza-se o núcleo da aprendizagem formal, constituído por salas de aulas, com dimensão, configuração e mobiliário com capacidade adaptativa para permitir responder a diferentes práticas pedagógicas, os espaços específicos, destinados ao ensino experimental das ciências (laboratórios e salas de trabalho), ao ensino das tecnologias, a que correspondem duas salas TIC/laboratórios informáticos, e das artes, e a biblioteca/centro de recursos. O exterior terá uma grande área verde, que inclui os espaços polivalentes/desportivos e será dotado de fácil acessibilidade a veículos de serviço e emergência. Praça da Criatividade A Praça da Criatividade – Armazém das Ideias – Creative Box terá uma área de intervenção de cerca de 9.950,00 m2 de superfície. O território localiza-se na zona designada por Arrabalde. Pretende-se com a intervenção, dotar a área esquecida da vila de equipamentos que permitam a sua ocupação e fruição deste espaço urbano privilegiado. A praça irá permitir a formalização de eventos ao ar livre, garantindo que esta área se torne ligada ao tecido social e urbano intramuralhas. No contexto edificado existirão intervenções de reabilitação no Edifício 1 (armazéns EPAC) e a construção do edifício “Creative Box”. A reabilitação do edifício 1 pauta-se por ser uma intervenção ligeira que garanta as necessárias infraestruturas à sua utilização como espaço de eventos. O edifício “Creative Box” irá servir como apoio ao “cluster” criativo de Óbidos. A reabilitação tem como objeto fundamental de intervenção os Armazéns da EPAC, que se propõe serem designados de “Armazém das Ideias”. Esta recuperação albergará novas atividades culturais e de apoio a Unidade de Indústrias Criativas da Região. Pretende-se manter o caráter do edificado existente, dotando-o das infraestruturas necessárias aos novos tipos de utilização. A nova construção – “Creative Box” – vem ocupar o lugar do antigo quartel dos Bombeiros e posto de abastecimento de combustível atualmente inseridos nesta área. Tem como objetivo principal, a implantação de unidades de equipamento público com o fim de formar uma nova centralidade à escala de Óbidos. Esta operação envolve assim demolições, reabilitação e reconstrução, no todo ou em parte com introdução de novas modalidades de uso do solo e invasão de novas atividades. O valor da obra ronda os 1,5 milhões de euros. Edifícios centrais do Parque Tecnológico de Óbidos Nesta iniciativa decorreu também apresentação do projeto de arquitetura dos edifícios centrais e arranjos exteriores do Parque Tecnológico de Óbidos, com a presença do responsável, o arquiteto Jorge Mealha. O Parque Tecnológico de Óbidos afirma-se como o único Parque de Ciência e Tecnologia entre a zona de Lisboa e Coimbra e como o projeto de referência para a área das indústrias criativas. Este programa estratégico inclui algumas operações, no desenvolvimento do Parque Tecnológico de Óbidos, tais como a primeira fase de infraestruturacao, o edifício de gestão / business center, o edifício para instalação de empresas de base científica e tecnológica, em fase de incubação (IEBT), arranjos exteriores e acessibilidades, o laboratório de educação criativa, uma unidade de gastronomia molecular e núcleo de I&D de Chocolate e um fab lab (fabrication laboratory). O edifício de gestõo / Business Center servirá de base para os serviços de gestão e serviços comuns do Parque Tecnológico de Óbidos, dispondo de um auditório, salas (reconfiguráveis) de reuniões e de formação e serviço de videoconferência. Disporá de redes de telecomunicações de nova geração e de um data center, na cave, para fornecimento de serviços, as empresas instaladas no Parque. Nesta área irão ficar instalados um Laboratório de Educação Criativa e uma Unidade de Gastronomia Molecular e Núcleo de I&D de Chocolate. O Edifício para Incubação de Empresas de Base Tecnológica (IEBT) constitui uma estrutura de base para a incubação de empresas de base tecnológica, privilegiando a área das indústrias criativas. As empresas ocuparão espaços de dimensão adaptada às suas necessidades, dispondo de serviços comuns e/ou partilhados, de apoio administrativo, secretariado e manutenção, entre outros. Incluirá, de igual forma, um Fab lab, funcionando como serviço de uso comum para apoio a experimentação e fabricação, no desenvolvimento de conceito e de produto. A obra está orçada em 3,6 milhões de euros. Marlene Sousa
Óbidos quer cativar turistas com “pausas criativas”
1 de Fevereiro, 2012
“Cook your story”, “birdwatching”, “dança”, “oficina de biscoitos”, são algumas das atividades criativas que vão fazer parte da rede de turismo de Óbidos com o objetivo de oferecer experiências novas aos turistas. “Óbidos Creative Breaks” (Pausas Criativas), é o nome do projeto que foi lançado no passado dia 25, numa parceria com hoteleiros e empresas […]
Óbidos quer cativar turistas com "pausas criativas"
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