A deputada Maria de Jesus Fernandes, eleita pelo PS, pediu diversos esclarecimentos à Câmara sobre os serviços de água e saneamento do concelho. “Tínhamos proposto o agendamento do assunto na altura em que estava quente a questão da contaminação por bactérias de origem fecal e tinha uma pertinência particular. É recorrente que a prestação de água e saneamento seja alvo de críticas dos munícipes e particularmente nas freguesias rurais sempre que se abordam as questões da qualidade ambiental o que vem à cabeça é sempre o deficiente funcionamento das estações de tratamento de águas residuais e a qualidade da água de abastecimento público”, disse. “Os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento (SMAS) dizem que só 13% da população não é assistida pelo sistema de saneamento, e está a referir-se a efluentes domésticos, e que corresponde sensivelmente a 90 aglomerados, supostamente com menos de 100 habitantes, e algumas casas habitadas”, indicou, para referir que locais como a Mata de Porto Mouro, Peso, Portela e Osseira têm entre os 200 e os 300 habitantes. “Não se percebe muito bem qual é a lógica que está na origem desta distribuição da rede existente no concelho”, declarou. A deputada e ambientalista quer também saber “porque é que os editais produzidos trimestralmente pelos Serviços Municipalizados dizem eventuais incumprimentos detectados”. “A qualidade da própria água não é igual ao longo do concelho. Em 2010 foram contratualizados com a Águas do Oeste dois milhões de metros cúbicos de água que não chegaram a ser na sua totalidade adquiridas, mas para 2011 esse montante será, provavelmente, ultrapassado. Como é feito esse reforço, há depósitos dedicados, é misturada com a outra, queremos saber”, questionou. Na resposta e tentando defender o trabalho dos serviços, Alberto Pereira, da bancada do PSD disse que na matéria de saneamento “13% não são servidos por estações de tratamento”, o que corresponde a 90 aglomerados. “Vimos que os problemas de orografia estão presentes e são fortemente condicionantes desta situação. O recurso a fossas torna-se quase inevitável”, disse. “Se as fossas sépticas forem bem feitas, os problemas de poluição na envolvente não se colocam”, acrescentou. Relativamente à água, Alberto Pereira, indicou que “o Município teve a preocupação, desde há uns anos, de garantir o abastecimento de água a 99%”. O vereador Tinta Ferreira mostrou-se satisfeito com aquilo que os SMAS têm realizado, considerando que “87% é a percentagem de saneamento efectivo”. Sobre as fossas sépticas, o autarca fez notar que “resulta do licenciamento produzido pela Administração da Região Hidrográfica, que determina a localização das fossas e as descargas que daí resultam”. Quanto à água, sustentou que “é praticamente impossível atingir os 100%”, lembrando que a contratualização da água à empresa Águas do Oeste “foi uma das matérias que esteve em discussão na Assembleia”. Carlos Barroso
Deputada questiona serviços de água e saneamento
20 de Outubro, 2011
A deputada Maria de Jesus Fernandes, eleita pelo PS, pediu diversos esclarecimentos à Câmara sobre os serviços de água e saneamento do concelho. “Tínhamos proposto o agendamento do assunto na altura em que estava quente a questão da contaminação por bactérias de origem fecal e tinha uma pertinência particular. É recorrente que a prestação de […]
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