O projecto para a ampliação do Hospital das Caldas não está concluído e ainda se encontra em estudo na ARS-LVT, entidade que não forneceu qualquer informação sobre este processo, apesar da ministra da Saúde ter garantido,na Lourinhã,que Rui Portugal tem essa informação. “Faça a pergunta à ARS-LVT e ao conselho de administração do CHON que tem capacidade de gerir esse assunto. É evidente que eu já deveria ter perguntado, mas obviamente a responsabilidade é deles”, disse, a Ministra. Ana Jorge afirmou recentemente em entrevista ao Alvorada, jornal da Lourinhã, onde reside a tutelar da Saúde, que “o processo terá de ser reapreciado pelo futuro ministro” e que “é urgente o oeste ter uma nova unidade”, desconhecendo quando é que pode ser concretizada, “devido às dificuldades financeiras”. A ministra da Saúde Ana Jorge,na Lourinhã, falava à margem da apresentação do plano estratégico de saúde do município onde é presidente da mesa da Assembleia Municipal. Contactada a ARS, uma funcionária da presidência disse que o processo está em estudo e garantiu que o presidente da instituição, Rui Portugal se encontrava ausente e não poderia falar sobre o assunto. Também o JORNAL das CALDAS não obteve qualquer resposta a um pedido de entrevista ao presidente da ARS, realizado em Janeiro deste ano, sobre este processo, continuando muda aquela instituição para com os caldenses. Contactado o conselho de administração do Centro Hospitalar Oeste Norte, Carlos Sá também não soube explicar como está o processo, garantindo que o mesmo está na ARS-LVT e que o prazo de entrega pública termina no próximo mês de Junho. Entretanto fala-se nos corredores políticos e hospitalares que nem Caldas nem Torres Vedras deverão ter uma ampliação ou novas unidades, mas antes que todo o Oeste deverá receber e discutir uma unidade que fique situado entre as duas cidades e que sirva um triângulo entre Leiria, Loures e Santarém. Tudo isto devido à crise económica, mas também devido à indecisão dos oestinos do norte quanto ao processo das Caldas e de Alcobaça. Para vingar o projecto de José Marques Serralheiro, para a construção de um novo Hospital nas Caldas e que sirva o Oeste Norte, foi criado um grupo de trabalho na sociedade civil, liderado por médicos e demais liberais que vai apresentar em breve formas de reivindicar uma nova unidade hospitalar para Caldas e Oeste. Entretanto a ministra da saúde garantiu que foi aplicada uma redução às empresas que fornecem médicos para os hospitais e que ganham muito mais do que os clínicos que pertencem ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Alguns hospitais e serviços aplicaram a redução de dez por cento. Neste momento há uma orientação de que não podem ser contratados através de empresas, mas sim médicos individualmente para não haver esta questão. Este é um problema grave e de alguma preocupação, porque desregula o sistema. As empresa vivem da especulação. Muitos dos médicos não querem ser contratados pelo SNS. Temos regras e quem quiser trabalhar no serviço público tem de as obedecer. Quem quiser fazer da medicina uma profissão de mercenário, vai trabalhar para outro lado. O Ministério já deu orientações, mas em alguns casos as pessoas justificam que há falta de médicos e há dificuldade em manter alguns serviços abertos. Todos os médicos que se reformaram antecipadamente não pode trabalhar através de uma empresa para o SNS. Esses estão a ser despedidos”, disse. Sobre os médicos de família estrangeiros que vem colmatar a falta de clínicos, Ana Jorge garantiu que o Ministério vai pagar o mesmo que paga aos médicos que trabalham 40 horas. “A distribuição destes clínicos vai ser de acordo com zonas muito carentes. Vão para zonas onde há carências absolutas de médicos e não vão colmar todas as carências. Eles vão apenas diminui-las.”, disse, acrescentando que “foram aumentadas as vagas para medicina e por isso saem por ano, licenciados,1500 a 1600 médicos. Com o número de reformados ainda não conseguimos equilibrar o número, mas para o ano julgo que já poderemos estabilizar este número. Deverá ser até 2020, deixarão de haver tantas preocupações”, concluiu. Ana Jorge considerou também que os portugueses tem demasiadas consultas médicas. “Há consultas que não precisam de ser feitas. Há atendimentos que não precisam de ser feitos por médicos, mas por outros profissionais. Um hipertenso pode ser vigiado por um enfermeiro que consegue vigia-lo. Se alguma coisa não correr bem , pode ser consultado. Este hipertenso não pode ir todos os meses à consulta médica. É consulta amais. Há também consumismo nas consultas de especialidades. Os doentes podem ir quando necessário a um especialista e voltam para o seu médico que tem competências para resolver. É este número de consultas que estamos a fazer exageradamente e não melhora a saúde”, concluiu. Carlos Barroso
Ampliação do Hospital ainda em estudo
26 de Maio, 2011
O projecto para a ampliação do Hospital das Caldas não está concluído e ainda se encontra em estudo na ARS-LVT, entidade que não forneceu qualquer informação sobre este processo, apesar da ministra da Saúde ter garantido,na Lourinhã,que Rui Portugal tem essa informação. “Faça a pergunta à ARS-LVT e ao conselho de administração do CHON que […]
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