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Vultos da República 3º. Artigo Por Luís Manuel Tudella Francisco Teixeira de Queirós natural de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, nasceu a 3 de Maio de 1848, filho de José Maria Teixeira de Queirós e de sua mulher Antónia Joaquina Pereira Machado, notabilizou-se como romancista, contista, médico, exímio político, deputado e Ministro […]
CENTENÁRIO DA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

Vultos da República 3º. Artigo Por Luís Manuel Tudella Francisco Teixeira de Queirós natural de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, nasceu a 3 de Maio de 1848, filho de José Maria Teixeira de Queirós e de sua mulher Antónia Joaquina Pereira Machado, notabilizou-se como romancista, contista, médico, exímio político, deputado e Ministro dos Negócios Estrangeiros. Era oriundo de famílias de poucos haveres, tendo exercido a pastorícia até aos 16 anos de idade. Por incumbência de um tio abastado deu início aos seus estudos formando-se mais tarde em medicina na Universidade de Coimbra, onde conviveu com João Penha e Eça de Queirós. Foi discípulo do realismo de Balzac e do naturalismo de Emílio Zola, que por vezes o contradiziam. Cultivou uma escrita de feição realista, fazendo críticas constantes e cerradas à alta sociedade lisboeta, evidenciando em especial os seus costumes, modos, maneiras de ser e agir perante a sociedade portuguesa. Por outro lado, nalgumas obras retrata de uma forma saudosa o seu tempo de infância vivido na sua terra, recordando a sua vida rural de pastor. Publicou o seu primeiro romance no ano de 1876 sob o pseudónimo de Bento Moreno, “Amor Divino”. A sua obra literária foi previamente elaborada, com a iniciação de duas séries de contos e romances, a que deu os títulos “Comédia do Campo”, onde retratava a vida rural e tudo o que a ela diz respeito, e Comédia Burguesa”, relacionada com a vida citadina, com uma tenacidade e insistência notáveis. Destaque de algumas das suas obras: “Série Comédia do Campo”: Publica no ano de 1876 os “Os Meus Primeiros Contos”; em 1877, “Amor Divino”; 1882 ”António Fogueira”; 1887 “Novos Contos”; 1897 “Amores, Amores…”; 1899 “A Nossa Gente”; 1913 “A Cantadeira”; e em 1915 “Ao Sol e à Chuva”. “Série Comédia Burguesa”: Publica no ano de 1879 “Os Noivos”; em 1883 “O Salústio Nogueira”; 1894 “D. Agostinho”; 1895 “Morte de D. Agostinho”; 1898 “O Famoso Galrão”; 1901 “A Caridade em Lisboa”; 1906 “Cartas de Amor”; e em 1919 no fim de sua vida “A Grande Quimera”. Além destas séries publicou, “O Grande Homem”, no ano de 1891, que veio a ser adoptado como peça de teatro. Casou com Teresa Narcisa de Oliveira David, donde adveio uma geração de seis filhos. Foi vereador no ano de 1885 na cidade de Lisboa. Foi deputado na legislatura de 1893. Fez parte integrante das Cortes Constituintes no ano de 1911 como deputado, pelo círculo da antiga “Aldeia Galega”, hoje “Montijo”, cargo que renunciou uns meses após tomar posse. Foi nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros na governação de Pimenta de Castro, no ano de 1915. Faleceu na vila de Sintra em 22 de Julho de 1919. FIM Óbidos, Agosto de 2010

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