A Meningite

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A Meningite é um processo inflamatório que ocorre nas membranas que envolvem o cérebro (Meninges). Existem várias formas de Meningites, cada uma delas com as suas especificidades e formas de tratamento. De um modo geral podemos considerar as causadas por vírus e as causadas por bactérias. As Meningites virais são, de longe, as mais frequentes […]
A Meningite

A Meningite é um processo inflamatório que ocorre nas membranas que envolvem o cérebro (Meninges). Existem várias formas de Meningites, cada uma delas com as suas especificidades e formas de tratamento. De um modo geral podemos considerar as causadas por vírus e as causadas por bactérias. As Meningites virais são, de longe, as mais frequentes e, em geral, as que têm menos gravidade. Pelo contrário, as causadas por bactérias implicam uma vigilância apertada e uma intervenção precoce de modo a evitar sequelas graves. Entre as bactérias que mais frequentemente são responsáveis por causar meningite estão: meningococus e os pneumococos, entre outros. A maioria dos casos de Meningite tem origem hematogenea, contudo existem factores predisponentes, entre os quais se destacam as infecções respiratórias, a anemia falciforme, procedimentos neurológicos recentes, distúrbios imunológicos e traumatismo craniano, que podem ser outros factores de Meningite. Para que este processo inflamatório ocorra nas meninges é necessário que exista uma via de condução responsável pelo transporte das bactérias ou vírus que vão ser os responsáveis pela infecção, sendo assim a via mais comum é a corrente sanguínea. Uma vez que a corrente sanguínea percorre todo o organismo e chega a todos os órgãos. É também importante referir que os agentes infecciosos responsáveis pela infecção das meninges possuem um tempo de incubação. De uma forma geral podemos referir que se o agente for viral o seu período de incubação vai de dois a quatro dias, enquanto um agente infeccioso de origem bacteriana tem um período de incubação que vai de dois a dez dias. Esta doença não é específica de uma idade em particular! Considerar que só as crianças podem ter Meningite é errado. De facto todos (adultos e crianças) podemos contrair esta doença, embora a criança seja mais susceptível a esta patologia, principalmente crianças entre um mês e dois anos de idade. Um aspecto importante a ter em conta relativamente a esta doença é o facto de ser contagiosa, sendo transmitida através de gotículas (por exemplo, por tosse e espirros). As gotículas de secreções do nariz e garganta são transmitidas de pessoa para pessoa sendo necessário um contacto frequente entre as mesmas, como acontece em colegas de casa, creches e alojamentos. No que diz respeito à sintomatologia este tipo de patologias surge bruscamente, sendo muitas vezes precedida de uma ligeira infecção semelhante a dores de garganta. Contudo alguns dias depois existe um súbito início de cefaleias (dores de cabeça), fotofobia, hipersensibilidade aos ruídos, náuseas e vómitos, hipertermia (febre) e alteração do estado de consciência que pode levar ao coma, desorientação do doente e amnésia no início da evolução da doença. Podem também ocorrer outras manifestações associadas ao agravamento da doença tais como confusão, delírio e convulsões. Um dos sinais que geralmente é observado na meningite (quer viral quer bacteriana) é a rigidez da nuca em que é difícil a flexão da cabeça e, sempre que realizada, provoca dor intensa devido ao facto de existirem espasmos musculares a nível da cervical. Existem outros sinais clínicos que podem ser observados: Sinal de Brudzinski, Sinal de Kernig e Sinal de Laségue. Nas crianças mais novas devemos estar atentos ao aparecimento de febre alta, ao facto da criança ficar mais apática/sonolenta ou então irritada e com choro/gemido constante. Outro aspecto importante a ter em conta nos bebés é o edema da fontanela (moleirinha). Podem também surgir manchas arroxeadas na pele em contexto de febre. É importante ter em conta que a doença deve ser enquadrada na associação de sintomas, e não dar importância apenas a um. Sabe-se assim identificar uma possível situação de Meningite devendo rapidamente recorrer aos serviços de saúde. Depois da entrada nos serviços de saúde há então que fazer a confirmação ou não do diagnóstico de Meningite. A Punção Lombar é o exame habitual de diagnóstico da Meningite e que possibilita também determinar a sua causa. Para tal, insere-se uma agulha fina entre duas vértebras na parte inferior da coluna vertebral para recolher uma amostra de Líquido CefaloRraquidiano (líquido existente entre duas meninges). Posteriormente o líquido recolhido é enviado para análise laboratorial. Para ajudar a estabelecer o diagnóstico e como acréscimo, o médico pode pedir análises ao sangue e urina, ou outras que considere ser importantes no diagnóstico da Meningite. Nas infecções virais, o número de linfócitos no Líquido CefaloRaquidiano encontra-se aumentado, mas não há presença de bactérias, sendo esta a principal diferença entre ambas as Meningites. O tratamento é realizado consoante o tipo de Meningite e o microrganismo em causa. Se for de origem viral o tratamento é dirigido para os sintomas da criança/adulto mantendo-se sob vigilância, uma vez que estas infecções são menos graves e normalmente não deixam sequelas. Por outro lado, se a meningite tem origem bacteriana o tratamento passa obrigatoriamente por internamento em meio hospitalar, isolamento e administração de antibióticos adequados uma vez que nestes casos há risco de sequelas e até mesmo morte. Como dito anteriormente pode haver risco de vida e até à morte. Mas esta ocorre numa percentagem abaixo dos 10%. A maioria das Meningites evolui favoravelmente para cura e sem deixar sequelas. No entanto, nalguns casos podem ocorrer sequelas como por exemplo a diminuição da audição, atraso na linguagem, alterações da visão ou mesmo problemas comportamentais, epilepsia, paralisia facial entre outros. Para finalizar resta falar na prevenção da meningite. Esta é realizada através da vacinação. Há uma vacina contra um tipo de Meningite contemplada no plano nacional de vacinação. Neste momento encontra-se em estudo a entrada de mais vacinas no referido plano. Até lá procure informar-se junto do seu médico de modo estar melhor informado dos riscos e benefícios da vacinação. Provavelmente a sua maior desvantagem será mesmo o preço. É também importante referir que existem outras formas de prevenção como: manter condições de higiene nos locais frequentados pelas pessoas e nas ruas, não permanecer em locais sobrelotados, uma alimentação correcta, uma correcta lavagem das mãos e evitar o contacto com doentes com Meningite.   Enfermeira Cândida Enfermeiro Carlos

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