Jovens por Portugal

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Em Portugal há jovens por quase tudo. Pelo socialismo, pelo marxismo-leninismo, pelo maoísmo, pela social-democracia pela Democracia Cristã, como eu, membro da JP, e até, imagine-se, por um pretenso nacionalismo que toca o racismo. Não faltam, portanto, correntes ideológico-doutrinárias para os jovens portugueses. Leiria e Santarém não são, obviamente, excepção. No entanto, há agora nos […]

Em Portugal há jovens por quase tudo. Pelo socialismo, pelo marxismo-leninismo, pelo maoísmo, pela social-democracia pela Democracia Cristã, como eu, membro da JP, e até, imagine-se, por um pretenso nacionalismo que toca o racismo. Não faltam, portanto, correntes ideológico-doutrinárias para os jovens portugueses. Leiria e Santarém não são, obviamente, excepção. No entanto, há agora nos dois distritos, uma nova organização de juventude, apartidária que, ao contrário da maioria das outras tem como motivo único para existir a mais alta e patriótica das razões, Portugal, e o mais digno dos objectivos, a sua restauração. Foi no sábado, na Rua das Montras, a primeira acção de rua promovida pelos jovens que acreditam que, ao contrário das ignóbeis mentiras que a República conta sobre si, sobre o modo como nasceu e viveu, o 5 de Outubro, longe de ter trazido um período de regeneração pátria, não apenas significou o fim da tradicional forma de governo de Portugal, a Monarquia, como, pior que isso, marcou o inicio de um período de anarquia e profunda decadência civilizacional portuguesa, causando ainda se não um retrocesso, uma longa estagnação de 16 anos, a todos os níveis. A República fez, no entanto, admiravelmente bem o seu trabalho. Quase cem anos depois da queda da primeira democracia Portuguesa, a Monarquia Constitucional, não existem muitos povos europeus mais anti-monárquicos que os Portugueses. Através de uma longa campanha propagandística que continua até hoje, num país em cujas escolas ainda se ensina que a Monarquia é um regime desumano, tirânico, quase demoníaco, a república conseguiu, apesar de todo o mal que causou a Portugal e ao seu povo, convencê-lo de que é boa, e de que a culpa dos problemas que afligem a nação e que não conseguimos enfrentar não tem nada a ver com o regime. Todos fomos ensinados a acreditar que a imparcialidade do chefe de estado, que a república, ao contrário da monarquia, não consegue garantir, não serve para nada. É por isso que a grande maioria dos Portugueses pensa que é uma admirável coincidência que o IDH (índice de desenvolvimento humano) médio das monarquias mundiais seja significativamente superior ao das repúblicas, ou que nenhuma monarquia europeia à excepção da britânica seja mais cara que a nossa república. Verifica-se, no entanto, uma nova tendência. Cada vez mais há pessoas que, independentemente da resposta que tenham encontrado, tiveram a coragem e a inteligência suficientes para fazer a pergunta e lançar o debate quanto à forma de governo que Portugal merece. O sucesso da acção de rua realizada no sábado pela Juventude Monárquica foi disso indubitável prova. O grupo de jovens, do qual fiz parte, que participou na iniciativa não apenas logrou distribuir todo o material elucidativo da causa monárquica, das suas razões, argumentos e objectivos como foi abordado por interessados transeuntes que, tirando dúvidas de modo a compreender os nossos argumentos e abraçar o nosso ponto de vista, mostraram o seu interesse por uma causa que está, inequivocamente, cada vez mais forte. Assim, longe da crença popular de que o movimento monárquico é intrinsecamente elitista, a causa mostra-se cada vez mais próxima e querida pelos Portugueses que, mais que nunca desde a queda da Monarquia Constitucional, questionam a natureza da chefia de estado. A acção do último sábado, primeira iniciativa de uma organização que, espero, ainda dará muito que falar, nas Caldas da Rainha, mostra não apenas essa tendência, mas algo ainda mais significativo que isso. O povo português fez a pergunta. Conseguirá, mais tarde ou mais cedo, chegar à resposta.   Rafael Pinto Borges

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