Muito embora eu tenha estabelecido uma relação afectiva com os chamados “13 Resistentes” (aqueles, que com a ajuda de um advogado do BE, de Leiria, acabaram por receber as indemnizações de Lei), o caso “Secla”, para mim, nem em termos de luta, nem em termos de Direito, está encerrado, porque as quase duas centenas de trabalhadores (para além dos “13 resistentes”), daquela cerâmica emblemática, da nossa cidade, das Caldas da Rainha, foram, numa manobra de enorme chantagem e coacção, enganados e esbulhados de cerca de metade das indemnizações, de Lei, a que tinham direito e que se a Lei da República, para quem trabalha e é pobre, não for madrasta, ainda têm direito. Inequivocamente, houve má fé (jurídica) em prejuízo dos trabalhadores, porque o acordo de cerca de metade das indemnizações foi assinado sob a já referida coacção, com a cumplicidade de um advogado e, pasme-se, de um outro jurista, que é, nem mais nem menos, que o Sr. Presidente da Câmara de Caldas da Rainha, quando este, numa mais que infeliz declaração, por alturas da luta, faz agora perto de dois anos, vem dizer, mais ou menos, que “nos tempos que correm” mais vale aceitar metade da indemnização, do que correr o risco de nada vir a receber. Daí que só treze, da totalidade dos trabalhadores da Secla, com o apoio do advogado de Leiria e do Bloco De Esquerda e de mim próprio, do BE de Caldas, tenham resistido à chantagem, à coacção vil, de quem lhes diz para se estarem “nas tintas” para as Leis do trabalho do nosso Estado! Haja o que houver, digam-me o que disserem, ameacem-me ou não com os Tribunais (como o fez o Sr. Presidente da Câmara de Caldas), como cidadão, como militante político do Bloco, como ex-sindicalista, jamais me calarei; tanto mais que a Secla não abriu insolvência e a Administração, para além das vendas, que tanto quanto sei continuou a fazer na Secla velha, já recebeu da Câmara das Caldas 300.000 euros, de peças e moldes de valia artística, para o grande museu da cerâmica, a que querem, também, condenar a generalidade da cerâmica caldense. Não me calarei e apoiarei os trabalhadores vilmente esbulhados dos seus direitos, pela chantagem, pela coacção. Até ao fim esses homens e mulheres e suas famílias, na medida das minhas forças, poderão contar comigo. A sua revolta será a minha revolta! Fernando Rocha Deputado do BE na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.



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