Sócrates vê-se actualmente envolvido em mais escândalos que a maioria dos chefes de governo portugueses do pós PREC, o que, tendo em conta a competição, é um feito impressionante. A verdade é que ainda que o “engenheiro” possa não ter especial talento para a governação, é um verdadeiro mestre em subterfúgios. Talvez seja mesmo licenciado. A censura em democracia que o governo quis, e em certos casos praticou efectivamente, mostram não mais que um desrespeito atroz, vil e ignóbil pelo povo e pelas liberdades que, por elas terem lutado, são suas de direito. Foi durante essa luta pela liberdade, aquando das eleições presidenciais de 1958 que o General Humberto Delgado disse que, no caso de ser eleito, demitiria o Prof. Oliveira Salazar. Porém, hoje, em pleno século XXI, seria de esperar que um Primeiro-Ministro de um país democrático do ocidente europeu o fizesse ele próprio, tendo em conta as circunstâncias desastrosas que, voluntariamente, criou, esquecendo a natureza libertária do actual regime. Enquanto Portugal é comparado à Grécia por Bruxelas, o que São Bento, numa espécie de acção psicológica aos seus próprios cidadãos, desmente, o povo é confrontado com casos de censura e propaganda, em que jornais são proibidos de ser publicados por providências cautelares. É também assim que se vê a diferença entre o Sócrates grego e o Sócrates português: Um pensava, o outro não deixa pensar. Sócrates torna-se assim perigosamente parecido com uma versão europeia de Chavez, ainda mais com a dinamização de iniciativas tão ridículas como uma “Manifestação de Apoio” ao governo, e, acima de tudo, à pessoa do Primeiro-Ministro e ao seu partido. Julgo pois ser mais que óbvia a necessidade de demissão do governo. Os Portugueses perderam a confiança num executivo cujo líder é uma espécie de Berlusconi português, uma fábrica de escândalos e uma vergonha nacional. Estamos fartos de Freeports, de Universidades Independentes, de Faces Ocultas e de escândalos de censura. Sócrates, meu caro, obviamente, demita-se. Rafael Pinto Borges Aluno do 10º ano da Escola Secundária Raul Proença Presidente da Mesa do Plenário Concelhio da JP das Caldas da Rainha
Obviamente, não se demitiu
17 de Fevereiro, 2010
Sócrates vê-se actualmente envolvido em mais escândalos que a maioria dos chefes de governo portugueses do pós PREC, o que, tendo em conta a competição, é um feito impressionante. A verdade é que ainda que o “engenheiro” possa não ter especial talento para a governação, é um verdadeiro mestre em subterfúgios. Talvez seja mesmo licenciado. […]
Obviamente, não se demitiu
(0)
.
Últimas
Artigos Relacionados
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.
Hugo Oliveira reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD
O deputado e vereador caldense Hugo Oliveira foi reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, obtendo 95% dos votos expressos nas eleições distritais realizadas no passado fim de semana.
Caravana da FENPROF passou pelas Caldas para abordar a situação da Escola Pública
Caldas da Rainha recebeu no dia 2 de março, a Caravana Nacional da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) que está a percorrer o país com o objetivo de mobilizar docentes e sensibilizar a sociedade para a situação da Escola Pública.



0 Comentários