Presidente da Associação Comercial receia “dificuldades acrescidas” em 2010

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“O ano de 2010, que todos esperam vir a ser de recuperação em termos económicos poderá, no entanto, ser de dificuldades acrescidas para a actividade comercial, em comparação com o ano de 2009, caso as taxas de juros e a inflação registem uma subida e o desemprego se mantenha elevado”. A opinião é de João […]
Presidente da Associação Comercial receia "dificuldades acrescidas" em 2010

“O ano de 2010, que todos esperam vir a ser de recuperação em termos económicos poderá, no entanto, ser de dificuldades acrescidas para a actividade comercial, em comparação com o ano de 2009, caso as taxas de juros e a inflação registem uma subida e o desemprego se mantenha elevado”. A opinião é de João Frade, presidente da Associação Comercial dos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos (ACCCRO). “Um aumento nas prestações dos empréstimos, com um aumento dos preços dos produtos (em especial dos combustíveis, electricidade e alimentos), bem como uma economia incapaz de se regenerar e criar novas empresas que produzam riqueza e criem emprego, este seria sem dúvida o pior cenário possível para o comércio em 2010”, comenta. “A nível interno e perante esta perspectiva, seria importante que o Governo pudesse tomar medidas que de alguma forma precavessem o pior cenário. Infelizmente, o estado das contas públicas obriga a que tenham de ser tomadas medidas para o seu reequilíbrio, deixando pouca margem de manobra”, considera. “Espera-se ainda que o necessário equilíbrio orçamental não se tente obter pelo “lado mais fácil” da receita, ou seja, de uma nova sobrecarga nos impostos ou nas taxas e muito menos naquelas que penalizam as pequenas e médias empresas, verdadeiras “mártires” da economia portuguesa”, manifesta João Frade. “Como refere o Professor Ernâni Lopes nos seus trabalhos “Portugal Desafios Nos Alvores do Século XXI”, o país encontra-se num lento definhamento, sendo necessária uma ruptura com o actual modelo económico. Os principais objectivos a atingir estão perfeitamente identificados: redução do peso do Estado no orçamento, aposta numa economia competitiva com apoio à exportação e a reforma nos sectores da Educação e da Justiça; o problema é o custo económico e essencialmente o político das medidas necessárias”, descreve o presidente da ACCCRO.   Francisco Gomes

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