Na parte mais antiga das Caldas, situa-se o pacato Largo João de Deus. Vá lá saber-se porquê, o anterior executivo municipal tomou uma esquisita iniciativa e, de uma penada, levou a que o dito Largo ficasse a possuir, por metro quadrado, a maior concentração nacional de sinais de trânsito. Nada menos do que 11! Sendo conhecidas as dificuldades financeiras com que se está debatendo a Câmara caldense, torna-se legítimo formular a pergunta: como foi possível tamanho feito? Quanto custou ao erário municipal aquela floresta de sinais de trânsito? Ao menos, já foram pagos? O actual vereador responsável pelo pelouro do Trânsito estará de acordo com tão estranha decisão? E que pensar da Assembleia Municipal? Não haverá no seu diversificado espectro partidário, alguém que, nos últimos tempos, tenha passado pelo velho burgo? Aquela zona da cidade é maioritariamente habitada por gente de avançada idade e que, em tempos ainda não muito distantes, foram objecto de uma deferência municipal. Convocados para uma reunião nas instalações do Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor, foram recebidos pelo então vereador arqº Mangorrinha, que representava a autarquia e pelo arqº Remédios, em nome do Centro Hospitalar. Os moradores do velho bairro pediram que lhes fosse reservado espaço para estacionamento de uma dúzia de carros, em cujos livretes conste que os seus proprietários ali são residentes. Por estranho milagre, aconteceu que tanto o representante da Câmara como o do Centro Hospitalar até se mostraram de acordo quanto à viabilidade do pretendido. Logo ali ficou assente que haveria nova reunião, mas tal não voltou a acontecer. Sucedeu foi que, alguém com poderes para tal, mandou proceder à espantosa multiplicação dos sinais de trânsito, muitos dos quais a justificarem conveniente explicação, por quem seja capaz de a dar. Afinal os sinais de trânsito são como o sal, nem a mais, nem a menos… José Mendes
Excesso de sinais de trânsito no Largo João de Deus
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