Há vendedores na Praça da Fruta que não aumentam preços dos produtos

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Nem todos os agricultores e vendedores na Praça da Fruta têm a mesma opinião quanto ao aumento do preço dos produtos, na sequência do temporal de 23 de Dezembro, preferindo a maioria referir que o valor cobrado aos consumidores será ditado pela oferta e procura. Produtores e vendedores sem intermediários contactados na semana passada pelo […]
Há vendedores na Praça da Fruta que não aumentam preços dos produtos

Nem todos os agricultores e vendedores na Praça da Fruta têm a mesma opinião quanto ao aumento do preço dos produtos, na sequência do temporal de 23 de Dezembro, preferindo a maioria referir que o valor cobrado aos consumidores será ditado pela oferta e procura. Produtores e vendedores sem intermediários contactados na semana passada pelo JORNAL DAS CALDAS garantiram que não pensam aumentar os preços, chegando mesmo alguns a confessar que há mais de uma década que não sobem os preços dos produtos quer haja bom ou mau tempo. Uma posição diferente daquela que, há quinze dias, recolhemos no mesmo local. O produtor e vendedor frutícola Joaquim Coutinho, de Alfeizerão, confessa que “estamos com preços há mais de dez anos iguais, haja ou não temporal, porque se puxamos, não vendemos. Vendo maçã reineta, golden, royal gala desde os 0,30 euros aos 0,80 euros o quilo. Vendo também batata-doce e batata de consumo diário a preços baixos”. Para este agricultor, o preço final das maçãs “é baixo”, mas “não aumentamos o preço porque senão não vendemos”. Para além disso, “se levarem mais de cinco quilos fazemos um desconto de cinco cêntimos o quilo”. O produtor hortícola do Olho Marinho, Abílio Marques, confessou que teve “estragos nas hortaliças e nas alfaces”, mas ainda assim afirma que “vendo as coisas mais ou menos ao mesmo preço”. “Se aumentar as pessoas não compram. A maioria dos fregueses são pessoas reformadas e pessoas com ordenados baixos e não podem gastar”, indicou. José Costa, de Alvorninha, e produtor frutícola, não foi afectado pelo temporal, mas sustenta que “a velha lei da oferta e procura é que faz o preço, a intempérie não tem influência”. Manuel Nunes, produtor de fruta e de flores, não aumenta os preços dos produtos, nomeadamente das flores, onde teve mais prejuízos com a destruição de estufas, apesar de já estar a comprar artigos fora do país para poder vender nas Caldas. Este agricultor da Usseira ficou com cerca de meio hectare de estufas destruídas, mas não teve prejuízos na fruta porque já estava toda apanhada e dentro das câmaras frigoríficas. Prefere esperar para a próxima colheita de fruta para ver que prejuízo foi provocado pelo vento nas árvores.   Carlos Barroso

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