Comentário à notícia “Autarca faz queixa das urgências do Hospital das Caldas” (edição de 6 de Janeiro)

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 Começo por deixar o meu voto de pesar ao Sr. Álvaro Baltazar, que apesar de não o conhecer respeito a sua dor. Quero também dizer que tudo o que foi dito neste artigo é a mais pura verdade, os doentes esperam e desesperam por uma consulta nas urgências deste hospital, no entanto (em parte) discordo […]

 Começo por deixar o meu voto de pesar ao Sr. Álvaro Baltazar, que apesar de não o conhecer respeito a sua dor. Quero também dizer que tudo o que foi dito neste artigo é a mais pura verdade, os doentes esperam e desesperam por uma consulta nas urgências deste hospital, no entanto (em parte) discordo quando é dito que existem poucos médicos…isso não é verdade, a verdade é que os médicos que estão de serviço muitas vezes não fazem o serviço para o qual foram contratados. Já tentaram ir às urgências em dia de transmissão de futebol? Pois é, nesses dias a angústia ainda é maior. Já tentaram ir às urgências entre as 20 e as 21h? Nessa altura poucos ou nenhuns doentes são chamados, no entanto vê-se chegar todo o tipo de comida, como frango assado, pizzas e tudo o mais. Infelizmente conheço bem a realidade das urgências e principalmente as pediátricas e quantas vezes estive com a minha filha a fazer “máscaras” no hospital e vejo vários médicos a conversar ou a ver televisão, enquanto estão crianças doentes à espera de ser atendidas e apenas de tempos a tempos e porque lhes apeteceu chamam alguém para atender. É revoltante. Será que no hospital não há um responsável pelo funcionamento das urgências? Será que essa pessoa não vê o que muitos de nós vemos? Será que não se pode chamar a atenção a um médico, como se faz com qualquer outro trabalhador no sentido de este fazer o seu serviço? Ou os médicos são seres acima do cidadão comum que não podem ser contrariados? Será que de tantas estatísticas que são feitas neste país nenhuma nos mostra quando pacientes foram atendidos por médico e o tempo entre um e outro? Ou qual o período em que nenhum paciente é chamado porque os srs. doutores estão a jantar em grupo? Claro que há falta de médicos no serviço de urgências, mas não seria melhor analisar o funcionamento actual e a inércia de certos médico e aferir das efectivas necessidades do sistema? Não seria o caso de avaliar o desempenho como acontece com os professores e tantos outros funcionários? Tenho um enorme respeito pela classe médica e por todos os bons profissionais envolvidos nesta área e que dedicam a sua vida a ajudar ou curar, mas temo pela desumanização do sistema de saúde…   Sílvia Figueiredo

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