Vendedores da Praça da Fruta aumentam preços dos produtos Duas semanas depois do forte temporal que devastou a região Oeste, os agricultores viram-se obrigados a aumentar os preços dos produtos hortícolas, nomeadamente os que são criados em estufas, como alface tomate, feijão verde e pepino. Os preços dos produtos hortícolas começaram a disparar para o dobro nos mercados, por escassez de produção devido aos estragos nas estufas da região Oeste provocados pelo mau tempo. O JORNAL DAS CALDAS foi à praça da fruta nas Caldas da Rainha e verificou que a alface aumentou cerca de 50%. “Todo o produto que era cultivado em estufa subiu bastante”, disse António Pereira, agricultor do Olho Marinho, em Óbidos, acrescentando que a alface foi a que aumentou mais. “A alface estava a ser vendida a 50 cêntimos por unidade e agora está oitenta cêntimos”, divulgou o agricultor e vendedor na Praça da Fruta. Segundo este produtor, além do prejuízo que houve com a destruição das estufas, as estruturas de ferro fios e plástico caíram em cima dos produtos agrícolas esmagando o tomate e as alfaces. Como a próxima colheita não vai ser realizada e se os agricultores trabalharem só com o seu produto, António Pereira diz que vai haver uma falta enorme nomadamente de alface, “a não ser que venham produtos hortícolas de Espanha para compensar a falta”. António Pereira não tem estufas mas conhece pequenos agricultores no Olho Marinho que perderam as estufas todas que tinha, o que significa que durante um ano não vão ter cultivo. Segundo este agricultor daqui a alguns meses vai-se notar ainda mais o aumento dos preços em todos os produtos que durante estes meses de Inverno eram cultivados em estufa. Teresa Duarte, das Mestras, Carvalhal Benfeito, também teve de aumentar o preço do tomate e alface em cerca de 40%. Foi uma das agricultoras que também viu algumas das suas estufas destruídas. “Não fugiram todas porque graças a Deus as armações ficaram”, disse a vendedora do mercado da fruta das Caldas, acrescentando que o seu marido foi comprar plástico e só para cobrir parte de uma estufa foram 480 euros. “Ainda tenho mais duas destruídas”, apontou, acrescentando que daqui a algumas semanas todos os produtos cultivados em estufa no Inverno como a beringela, courgette, pimento, feijão verde, também vão sofrer aumentos. Mesmo que venha agricultura de Espanha, Teresa Duarte diz que os preços vão aumentar porque quando há falta em Portugal os espanhóis também aproveitam para obter mais lucro. Sandra Ribeiro está a vender a alface na praça da fruta nas Caldas a um euro por cada unidade. “Estava a 50 cêntimos”, divulgou, esta agricultora de Salir de Porto, que também viu as suas estufas destruídas por causa do temporal. “Tudo o que é de estufa, como o tomate, courgette, pepino, vai continuar a aumentar”, referiu, adiantando que vai ter que comprar produto para poder vender na sua banca porque as culturas que tinha nas estufas que não foram destruídas estão agora submersas por causa da água da vala que subiu junto ao rio de Salir. Albino Tavares, proprietário das três Frutarias Tavares, nas Caldas da Rainha, também divulgou que a alface e o tomate aumentaram cerca de 20 a 30 por cento. “A alface que estava a ser vendida a cinquenta cêntimos a unidade está agora a ser vendida a 75 cêntimos e o tomate que estava a 95 cêntimos ao quilo aumentou para um euro e quarenta e cinco cêntimos”, revelou o responsável pela Frutaria Tavares. Muitas estufas de floricultura da região também ficaram destruídas por causa dos ventos ciclónicos que se sentiram na madrugada de 23 de Dezembro. Mas, segundo, Filipa Militão, do Olho Marinho, que vende flores na Praça da Fruta, a “floricultura não sofreu nem vai sofrer aumentos”. “Tenho estufas que foram destruídas e as estruturas caíram em cima dos cravos, foi prejuízo no momento, mas depois vão rebentar outros cravos”, disse. O floricultor Inácio, do Olho Marinho, que também vende na praça das Caldas e teve algum prejuízo com alguma destruição de estufas suas, não vai aumentar os preços, porque “senão as pessoas não vão comprar”. Marlene Sousa
Por causa da intempérie
6 de Janeiro, 2010
Vendedores da Praça da Fruta aumentam preços dos produtos Duas semanas depois do forte temporal que devastou a região Oeste, os agricultores viram-se obrigados a aumentar os preços dos produtos hortícolas, nomeadamente os que são criados em estufas, como alface tomate, feijão verde e pepino. Os preços dos produtos hortícolas começaram a disparar para […]
Por causa da intempérie
(0)
.
Últimas
Artigos Relacionados
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.
Hugo Oliveira reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD
O deputado e vereador caldense Hugo Oliveira foi reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, obtendo 95% dos votos expressos nas eleições distritais realizadas no passado fim de semana.
Caravana da FENPROF passou pelas Caldas para abordar a situação da Escola Pública
Caldas da Rainha recebeu no dia 2 de março, a Caravana Nacional da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) que está a percorrer o país com o objetivo de mobilizar docentes e sensibilizar a sociedade para a situação da Escola Pública.



0 Comentários