Foi no dia 4 de Agosto de 2006 que conheci a “carriça” e tomei conhecimento da sua história de um ano de vida. Nasceu prematura e, por isso, muito débil de esqueleto. Foi amamentada por cabras. Foi na sua companhia que a vi, no alto do Monte de S. Isabel, em plena serra do Gerês. Ao que nos transmitiu a sua pastora, dona de um rebanho de 200 ovídeos, ainda hoje, procura as tetas das cabras para mamar. Ali a encontramos fazendo parte do rebanho e integrada no ritual de pastar pela serra fora como se fosse uma cabra e, também, dependente das ordens de dois pequenos cães. Esta bela vitela de raça barrosã caminha pela natureza em simbiose perfeita com a pastora e os restantes animais da sua corte. O que a natureza nos ensina! O homem não pode continuar a ser o lobo do homem e agente de destruição do seu habitat, terá de integrar-se no seu ritmo e ciclo de vida e morte, e desistir do seu domínio e controlo desregulado. O papel de cada ser humano, habitante de planeta Terra não é transmissível e delegável. Acabou o tempo em cada um pensava por si e para si. Somos co-responsáveis pelo nosso destino e bem-estar colectivo. Há sinais animadores. Mas, será que estamos a tempo? Os movimentos ecologistas e as organizações ambientalistas persistem em passar: uma mensagem, uma cultura e atitude ecológica. Levámos milhões de anos a agredir a natureza e a explorá-la, sem escrúpulos. Os últimos 50 foram determinantes para o sobreaquecimento e níveis de poluição que ameaçam a vida de milhões de espécies, e também a espécie humana. Como cidadãos globais não podemos limitarmo-nos às nossas boas práticas de cidadania ambiental e teremos de questionar todos os nossos concidadãos e responsabilizar, de forma determinada, os autarcas e restantes políticos por opções, criminosas, lesivas da qualidade ambiental e não favoráveis ao desenvolvimento sustentável. Perder lugares de nomeação ou eleição já devia ser rotina, na sequência de agressões ambientais provocadas nas localidades ou cidades, que prejudicam a nossa a qualidade de vida, e comprometem o nosso futuro e a nossa sobrevivência ambiental colectiva. Fazer a triagem do lixo doméstico, evitar a utilização individual automóvel, utilizando bicicleta, a deslocação a pé, transportes públicos, poupar água, energia eléctrica, combustíveis, prevenir incêndios, etc, são atitudes individuais de excelência ambiental. Exigir dos autarcas as boas práticas que disponibilizem transportes públicos ajustados e frequentes e, de preferência, movidos a energias limpas; criem pedovias e ciclo vias seguras e estimulem a sua utilização, promovem a distribuição de eco pontos familiares para provocarem a triagem massiva dos resíduos sólidos urbanos; assumam o tratamento das águas residuais domésticas e industriais, não deixando que algumas empresas prejudiquem o ambiente e, ainda, premeiam as boas práticas individuais e locais. A atitude individual favorável deve ser estimulada por autarcas, com visão estratégica, amiga do ambiente e não condicionados por situações oportunistas de um presente precário e não respeitador do futuro. Como muito bem pergunta o famoso físico e matemático inglês Stephen Hawing no site “yahoo answers” (Num mundo em caos político, social e ambiental, como poderá a humanidade sobreviver à destruição nos próximos cem anos?). Parte da sua resposta é: “A nossa sobrevivência a longo prazo só será certa, se tivermos cuidado”. Todo o que fizermos é muito importante, mas isso somado ao que socialmente condicionarmos será ainda mais importante. Mas a excelência da nossa atitude humana resultará do que condicionarmos e prevenirmo-nos das tentativas de más práticas dos decisores políticos e autárquicos, sem dependências demagógicas fáceis, ao nível do nosso país e ao nível global. Há só uma Terra! O nosso planeta azul! José Marques
Há só uma Terra
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