A Europa abandona os crucifixos

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A deliberação do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo, sobre a presença dos crucifixos nas salas de aula afirmando que é “uma violação do direito dos pais de educarem os seus filhos de acordo com as suas convicções” e “uma violação da liberdade religiosa dos estudantes”, criou grande desalento político, cultural-religioso. A remoção […]

A deliberação do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo, sobre a presença dos crucifixos nas salas de aula afirmando que é “uma violação do direito dos pais de educarem os seus filhos de acordo com as suas convicções” e “uma violação da liberdade religiosa dos estudantes”, criou grande desalento político, cultural-religioso. A remoção dos crucifixos das salas de aula fez-se em nome da laicidade do Estado Italiano. O conceito de laicidade significa que todos somos leigos, excepto os homens consagrados e, portanto, a indevida e abusada adopção desta terminologia é já um ponto de partida mal-entendido. A Europa “adoptou” o crucifixo como um símbolo religioso e sociocultural ao longo dos séculos com a divulgação do Evangelho na Europa Ocidental. Esta é a história em que se fundaram as raízes cristãs da Europa. Mas agora esta nova ditadura silenciosa e apóstata, quer impor uma ideologia relativista baseada em princípios de neo-materialismo histórico e neutralizando uma revolução histórica e de salvação, como a vinda de Cristo ao mundo. No entanto, é inédito o acordo entre as diferentes correntes políticas na Itália em rejeitar firmemente esta decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, reconhecendo o crucifixo como um património histórico do povo italiano. Realmente, a Instituição Italiana do Acordo de 18 Fevereiro 1984, no artigo 9º da nova Concordata, ao § 2 afirma que “A República Italiana, reconhecendo o valor da cultura religiosa, e tendo em conta os princípios do catolicismo fazem parte do património histórico do povo italiano…”. A erradicação da Cruz é para os não-cristãos uma forma de abolir um símbolo histórico e para os cristãos a renuncia à sua fé. Numa Europa materialista que está a perder o sentido da fé, o homem ao exercitar o seu poder com os bens materiais para obter mais felicidade acaba por ser apenas vítima do seu próprio egoísmo.   Gianni Corso

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