Vivemos um período difícil. Esta crise é sobretudo económica e financeira, mas as suas consequências são mais vastas. O pior da crise é o seu efeito no aumento significativo do desemprego e na crise social que daí poderá advir. Não tenhamos ilusões. Sem actividade económica e sem empresas saudáveis não se cria riqueza e não há empregos. Nunca como agora se verificou que, afinal, o que é bom para o patrão pode também ser bom para os empregados, e o que é mau para o patrão é com certeza mau para os empregados. Numa crise como esta, o patrão e os trabalhadores acabam por ser as duas faces de uma mesma moeda, pelo menos na maior parte dos casos… A região Oeste também sofre com esta crise. Mesmo com toda a actividade económica que os concelhos do Oeste têm, existem várias áreas em que os efeitos nefastos da crise se vão fazendo sentir. Apesar de tudo, o Oeste tem um trunfo na sua variedade económica, pois continuam a existir muitas e multifacetadas actividades, ligadas a vários sectores: desde a Agricultura (que ainda é forte em Alcobaça, no Bombarral e no Cadaval), à Indústria (em vários sectores, sobretudo em Alcobaça e Caldas), passando pela Pesca (na Nazaré e em Peniche) e pelo Turismo (forte na Nazaré e em Óbidos), e ainda pelo Comércio e pelos Serviços (muito fortes nas Caldas da Rainha), formamos um núcleo regional de forte sustentabilidade e potencial de crescimento. Aliás, esta diversidade económica, a par do clima, das potencialidades paisagísticas e territoriais e da centralidade, com boas redes e vias de circulação, são o que faz do Oeste uma região de futuro, com uma enorme capacidade de resistir às adversidades e muito capaz de tirar proveito do próximo ciclo de crescimento (“depois da crise vem a bonança”). Se podemos hoje resistir melhor à crise, por haver sempre alguém na família com um “bocado de terra” para cultivar, garantindo o nosso sustento (não nos podemos esquecer que só a terra e o mar nos garantem o sustento, mesmo quando tudo o resto falha), a verdade é que também devemos preparar hoje, em plena crise, a forma inteligente como vamos potenciar o próximo ciclo económico de crescimento. O Oeste tem quase tudo, pelo que há que valorizar o que temos. É com a nossa riqueza natural e a nossa qualidade humana que temos de potenciar o desenvolvimento económico e social. Mas temos de o conseguir de modo sustentado e respeitando os nossos valores e o nosso património, natural e construído. Existem vários caminhos, em função do sector de actividade em que cada um de nós está inserido. Mas tem de existir uma estratégia comum, um caminho, uma visão. Não temos de inventar nada, uma vez que o destino está traçado, assim consigamos respeitar o nosso território e valorizar o nosso capital humano. Mas há uma certeza: temos condições para nos orgulharmos de viver e trabalhar no Oeste, uma região que tem uma singularidade marcante e um conjunto de produtos e serviços que nos permitem ambicionar por um futuro melhor. Para alcançar esse desenvolvimento, criando mais dinâmica empresarial e postos de trabalho, existe um conjunto de iniciativas, locais e regionais, empresariais e políticas, que temos de dinamizar colectivamente para potenciar o esforço de cada um dos empresários, comerciantes e profissionais, dos sectores económicos mais fortes da Região Oeste. Temos de criar ferramentas eficazes para promover o Oeste, em termos nacionais e internacionais, como região competitiva e destino para realizar negócios de qualidade, centrando aqui as atenções. Devemos valorizar o que é nosso, também reforçando o nosso investimento, local e regional, com base nos nossos empresários e na valorização do nosso capital humano e financeiro. Estou certo que existem empresas e pessoas com capacidade e ideias interessantes sobre as ferramentas e iniciativas que devemos tomar para potenciar o Oeste como destino e trazer mais riqueza e postos de trabalho para esta região. António Salvador
O potencial do Oeste
2 de Dezembro, 2009
Vivemos um período difícil. Esta crise é sobretudo económica e financeira, mas as suas consequências são mais vastas. O pior da crise é o seu efeito no aumento significativo do desemprego e na crise social que daí poderá advir. Não tenhamos ilusões. Sem actividade económica e sem empresas saudáveis não se cria riqueza e não […]
O potencial do Oeste
(0)
.
Últimas
Artigos Relacionados
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.
Hugo Oliveira reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD
O deputado e vereador caldense Hugo Oliveira foi reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, obtendo 95% dos votos expressos nas eleições distritais realizadas no passado fim de semana.
Caravana da FENPROF passou pelas Caldas para abordar a situação da Escola Pública
Caldas da Rainha recebeu no dia 2 de março, a Caravana Nacional da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) que está a percorrer o país com o objetivo de mobilizar docentes e sensibilizar a sociedade para a situação da Escola Pública.



0 Comentários