A palavra casamento tem sido sempre entendida como um acordo entre um homem e uma mulher que se unem voluntariamente para constituírem família, isto é, com o objectivo de gerarem filhos. Enquanto o homem (mulher) está fisicamente preparado para levar a bom termo as funções biológicas necessárias à sua sobrevivência: digestão, respiração, circulação sanguínea, etc. e sem necessitar de ajuda, a não ser por doença, para se reproduzir necessita de outro, de um cônjuge. A natureza assim o fez e continua fazer: necessitado de um complemento que com ele(a) colabore para gerar os filhos. No caso humano, esta dádiva mútua dos corpos é de uma profundidade enorme, pois não nasce apenas do instinto, também comum nos animais em certas épocas das suas vidas – durante o cio, mas sobretudo do amor, isto é, de uma vontade firme e determinada de se entregar por uma causa embora árdua. A entrega mútua de um casal de modo a formarem um só corpo é o símbolo da sua unidade numa só pessoa. Os dois são na realidade um só a partir do momento em que se aceitam como tal e esse facto é patente no filho: um só dos dois. No entanto, continua a haver casamento mesmo que o filho não venha. O casal continua a ser um. Esta realidade nunca pode dar-se entre dois homens ou duas mulheres. Qualquer que seja a sua opção ou forma de se relacionarem, mesmo que imitem os gestos do casal, a sua realidade é, toda ela, diferente da dos casais. Não estão abertos à vida, optaram por fechar a porta à geração de filhos e, se querem conviver com crianças, terão de os ir procurar fora. É uma atitude diferente da do casal (homem e mulher) que, ao ter-se unido em matrimónio por amor e aberto ao amor, à geração natural de filhos, está capaz de amar como filhos crianças adoptadas. Se a relação começa com a porta do amor esponsal fechada (e é sempre este o caso entre pessoas do mesmo sexo), a adopção será sempre um acto mentiroso dos pretensos pais em relação à criança. Como explicar-lhe, na devida altura, que cada criança teve um pai e uma mãe? Ou só lhe explicarão as excepções e não a norma, o natural? A discriminação, uma forma revoltante de injustiça, surge sempre que não se alcança o esperado (o salário acordado, por ex.) ou se é punido sem razão (por ser de outra raça ou família) ou tratado de igual modo que um criminoso. Os que amam sentem-se discriminados em relação aos que não amam. Os que têm filhos em relação aos que fecham as fontes da vida. Os que trabalham em relação aos que não trabalham e recebem remunerações com vários nomes –apoio social, subsídio desemprego, etc.- pela sua preguiça. A lei nem sempre é justa só por se chamar lei. A lei só será justa se reconhecer a natureza humana com a sua fome de bem e de verdade e a maior fome de todas, a fome de amar e ser amado, a de compreender e ser compreendido, a de perdoar e ser perdoado. Onde houver amor, nunca haverá discriminação. Deus não discriminou o homem porque o amou. Isabel Vasco Costa
Discriminação?
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