Cumprimentos dos candidatos nos acessos às urnas de voto dividem opiniões

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No dia das eleições, na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, durante a manhã e de tarde os candidatos à Junta de Freguesia estiveram perto dos acessos às urnas de voto e cumprimentaram as pessoas que iam exercer o seu direito enquanto eleitores. Tendo em conta este facto questionámos os candidatos e tirámos fotografias e todos, […]
Cumprimentos dos candidatos nos acessos às urnas de voto dividem opiniões

No dia das eleições, na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, durante a manhã e de tarde os candidatos à Junta de Freguesia estiveram perto dos acessos às urnas de voto e cumprimentaram as pessoas que iam exercer o seu direito enquanto eleitores. Tendo em conta este facto questionámos os candidatos e tirámos fotografias e todos, com excepção do cabeça de lista do CDS-PP, que ao que apurámos esteve menos tempo que os outros naquela situação, e por isso não o apanhámos e não temos a sua reacção. A nossa simples pergunta foi bem aceite por todos os candidatos, com a excepção de Vasco Oliveira, que já depois do gravador desligado ainda ofendeu o jornalista por estar a perguntar o que estava a fazer naquele local, durante a manhã e tarde. Teresa Serrenho foi a primeira a ser confrontada com a sua presença naquele local, quer durante a manhã, quer durante a tarde, tendo explicado a sua presença pelo facto de Vasco Oliveira também ali estar. “Estou a cumprimentar os eleitores como está o senhor Vasco Oliveira, o presidente da Junta e candidato. Eu acho que também posso cumprimentar os eleitores de Nossa Senhora do Pópulo”, disse. Teresa Serrenho explicou ainda que “se houvesse legislação em contrário” não estaria naquele local, lançando ainda o desafio para que não se fizesse o que se fez. “Era bom não estivesse aqui ninguém. Temos de ter igualdade de circunstâncias, uma vez que o presidente da Junta pode estar todo o dia presente e os outros candidatos também podem porque são cidadãos livres que cumprimentam as pessoas. Não estou a exercer pressão. As pessoas já vêm com a sua ideia formada e não fica mal cumprimentar as pessoas, uma vez que outros também o fazem”. Luís Botelho, candidato da CDU, também comentou a atitude dos outros candidatos e não levou a mal estarem todos a cumprimentar os eleitores. “Sou igual aqui como lá fora. Se alguém passar e me cumprimentar eu cumprimento, agora não faço questão de dirigir-me às pessoas ou andar à procura delas para as cumprimentar”, disse. Luís Botelho, que também esteve encarregue de estar nas mesas de voto, considerou que os outros candidatos “podem lá estar e não vejo que estarem a cumprimentar as pessoas, ali à entrada, seja um inconveniente. Cada um assume as suas atitudes”. “Na minha perspectiva acho uma injustiça estar aqui dentro e eles lá fora, mas há males que vêm por bem”, disse a candidata do Bloco, que esteve fechada numa mesa de voto e não pôde fazer o mesmo que os seus colegas. Conceição Colaço considerou que esta atitude dos candidatos provoca “algum desequilíbrio”, justificando que “é uma situação sem equidade” e onde “não há regulamentação”. Vasco Oliveira, actual presidente da Junta e que no final foi reconduzido, declarou que estava na Escola e no local de voto ao serviço da Junta. “Entrei às 7 da manhã e vou sair às 22h. A Lei permite que estejamos aqui. Ninguém está acima nem abaixo da Lei” explicou o autarca. Questionado se a presença dos candidatos poderia influenciar a votação, Vasco Oliveira afirmou que “os eleitores não votam pela primeira vez. Já votaram há quinze dias e n de vezes. O presidente da Junta tem de estar neste espaço porque é o serviço da Junta”, disse.. Manuel Nunes justificou a sua presença pelo facto de ter ido votar e porque depois levou a mãe às urnas para exercer o seu direito. O cabeça de lista do PS justificou a sua presença por força da função de ser delegado de uma mesa de voto, embora tenha dito que não concorda com a presença dos candidatos à boca das urnas a cumprimentarem os eleitores. “Acho incorrecto a presença dos candidatos aqui. Acho que não deveriam estar. É uma prática de há muitos anos que se tem vindo a verificar. Não concordo que os candidatos estejam aqui nestes lugares. Eticamente e moralmente não é correcto”, declarou Manuel Nunes. Carlos Barroso

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