Para evitar riscos de “fuga” para outro local

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Câmara de Alcobaça compra terreno para Hospital Oeste Norte A Câmara Municipal de Alcobaça (CMA) deliberou, na reunião de 25 de Fevereiro, a compra de um terreno em Alfeizerão, destinado à instalação do futuro Hospital Oeste Norte. Em Dezembro de 2007, o executivo municipal, “por um princípio de prudência”, e uma vez que já havia […]
Para evitar riscos de “fuga” para outro local

Câmara de Alcobaça compra terreno para Hospital Oeste Norte A Câmara Municipal de Alcobaça (CMA) deliberou, na reunião de 25 de Fevereiro, a compra de um terreno em Alfeizerão, destinado à instalação do futuro Hospital Oeste Norte. Em Dezembro de 2007, o executivo municipal, “por um princípio de prudência”, e uma vez que já havia apresentado esta opção à equipa da Escola de Gestão do Porto (EGP), incluiu no PPI – Plano Plurianual de Investimentos uma verba destinada a esta eventual compra. Esta opção ganhou força com a divulgação oficiosa do estudo realizado pela EGP, coordenado por Daniel Bessa, que define como a melhor solução para a instalação do Hospital Oeste Norte o terreno apresentado pela CMA, localizado na vila de Alfeizerão, a seiscentos metros da auto-estrada A8. O terreno tem 107 mil metros quadrados e o valor de venda proposto é de 3,5 milhões de euros. Para o local, na Quinta da Cela, estava previsto um conjunto de equipamentos e um hotel, em consonância com o PDM de Alcobaça. Para a construção do Hospital, há que resolver a questão de uma linha eléctrica de 30Kv a atravessar a propriedade, pelo que a EDP terá de ser contactada, e também por estar perto da EN242, tem de ser ouvida a Estradas de Portugal. O terreno está hipotecado e foi avaliado em 4,066 milhões de euros, tendo as conversações com a Câmara começado em Agosto do ano passado. A Câmara começou por propor 3,2 milhões de euros e acabou por chegar a um acordo de 3,5 milhões de euros, com pagamento no acto da escritura de 500 mil euros e o restante até Julho de 2008. A verba sai directamente dos cofres da autarquia, que poderá não ter de recorrer à banca, uma vez que espera arrecadar cerca de 5 milhões euros de IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis. O presidente da Câmara de Alcobaça, Gonçalves Sapinho, reuniu três vezes com Daniel Bessa e mostrou-lhe vários locais, como o Mercoalcobaça e outro terreno de Alfeizerão mais perto das Caldas, mas o da Quinta da Cela é que terá agradado à equipa de Daniel Bessa, principalmente por estar perto da rotunda da A8. Gonçalves Sapinho considerou que “maior do que o risco de comprar o terreno e não haver hospital, é não haver hospital por não haver terreno”, defendendo que “quem compra também tem legitimidade para vender”. Esta proposta, aprovada com a abstenção do vereador do PS e o voto contrário do vereador do PCP, será agora submetida à apreciação da Assembleia Municipal, que reunirá, em sessão extraordinária, em data a definir. A aquisição terá também de ser aprovada pelo Tribunal de Contas. O vereador socialista, Daniel Adrião, entende serem necessárias mais garantias de que o Hospital será mesmo construído, solicitando que Gonçalves Sapinho reúna com a ministra da Saúde, Ana Jorge, e obtenha um novo compromisso, visto que foi o anterior ministro, Correia Campos, quem recebeu o estudo que indicava Alfeizerão como a melhor localização. Já o vereador da CDU, Rogério Raimundo, sustentou que “não fui ouvido nem achado sobre que tipo de Hospital novo vai ser construído. Nunca recebi nenhum documento concreto da Câmara. Nunca vi proposta concreta do Ministério da Saúde. Também nunca recebi o estudo da EGP”. Por outro lado, alegou que a prioridade devia ser a melhoria do Hospital Bernardino de Oliveira, em Alcobaça. “Segundo se consta, o Hospital novo implica o fecho deste, o que achamos completamente inaceitável”, manifestou. O presidente da Câmara retorquiu que “todos os partidos vão defender em campanha eleitoral um novo hospital, visto que o actual não tem reparação nem condições de ampliação e não é propriedade do Estado, é da Misericórdia”. Francisco Gomes Legenda: “Maior do que o risco de comprar o terreno e não haver hospital, é não haver hospital por não haver terreno”, diz Gonçalves Sapinho

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